No dia 10 de fevereiro de 1980, o Partido dos Trabalhadores nasceu defendendo “a construção de uma sociedade que responda aos interesses dos trabalhadores e dos demais setores explorados pelo capitalismo”, “um sistema econômico e político que só existe para beneficiar uma minoria de privilegiados”, no lugar do qual “o povo possa construir uma sociedade igualitária, onde não haja explorados nem exploradores”. 

Desde então, muitas mudanças ocorreram no mundo, no Brasil e no próprio PT, entre as quais destacamos o ciclo de governos de esquerda e progressistas na América Latina, a exemplo dos governos Lula e Dilma. O segundo governo Dilma foi interrompido por uma ofensiva golpista que, em nome de afastar  o PT e retomar o neoliberalismo, abriu as portas para tudo o que mais reacionário existe na sociedade brasileira: a submissão aos interesses imperialistas, a repressão às liberdades democráticas, o culto à desigualdade social, o estímulo à violência e a todas as formas de opressão, discriminação e fundamentalismo. 

Contra as elites que emulam a guerra de todos contra todos tão típica do capitalismo, especialmente em sua fase neoliberal, as esquerdas e o PT em geral estão convocadas a resistir, a lutar, a acumular forças para virar o jogo e retomar o caminho do desenvolvimento, da soberania, da liberdade e do bem estar social. Tarefas que exigem uma firme defesa dos interesses imediatos e históricos da classe trabalhadora, entre os quais se destaca a construção de uma “sociedade igualitária, onde não haja explorados nem exploradores”, uma sociedade que pode receber vários nomes, mas que nosso Partido dos Trabalhadores chama de socialismo.

Em um contexto de profunda crise sistêmica mundial, quando o neoliberalismo ultrareacionário veste a camisa do terraplanismo e do negacionismo anticientífico, patrocinando uma “guerra cultural” que visa demonizar os opositores, a defesa do socialismo se confunde com a defesa da humanidade, da ciência e da vida em nossa Terra. E frente a tanta intolerância e incertezas, nada mais adequado do que o debate. Pensando assim, a Fundação Perseu Abramo convida toda a sociedade brasileira, a começar pelos partidos e movimentos sociais, democráticos, populares e de esquerda, para 13 jornadas de debate sobre o socialismo no século 21.

O ciclo será aberto no dia 18 de março de 2021, no dia em que se comemora o início da épica jornada da Comuna de Paris. Em seguida, a partir do dia 20 de março e de 15 em 15 dias, ao longo de seis meses, debateremos sobre o passado, o presente e o futuro do socialismo (ver programação completa ao final). As pessoas convidadas para expor e comentar buscam expressar a diversidade do PT e da esquerda, inclusive diferentes tendências, partidos, intelectuais sem partido, brasileiros e estrangeiros. 

A moderação do debate será feita, alternadamente, pela Fundação Perseu Abramo, pela Escola do PT e pela Secretaria Nacional de Formação Política do PT – instituições parceiras na iniciativa das 13 jornadas, cabendo a quem moderar sistematizar as questões formuladas pelo público. 

Os debates serão transmitidos em duas modalidades: numa sala zoom, para a militância inscrita junto a SNFP do PT; num webinário YouTube, para todos que se inscreverem no site da FPA. As jornadas serão gravadas para posterior edição e divulgação. Após o debate, será dado um prazo de 15 dias para que os expositores e os comentadores apresentem suas contribuições, após o que estas serão editadas e divulgadas em formato de minilivros digitais. 

A coordenação geral das 13 JORNADAS DE DEBATE SOBRE O SOCIALISMO NO SÉCULO 21 é de Alberto Cantalice e Valter Pomar, ambos diretores da Fundação Perseu Abramo, sob a orientação de um Grupo de Trabalho composto pela direção da PFA, da Escola do PT e da SNFP do PT.

Venha conosco participar desta jornada!

SEGUE PROGRAMAÇÃO (os nomes dos palestrantes estão sendo divulgados à medida que são confirmados)

Lançamento, 10 de fevereiro

Expositores: Gleisi Hoffmann, Maria do Rosário, Gilberto Carvalho, Alberto Cantalice, Elen Coutinho, Valter Pomar
Assista em https://youtu.be/BV8UMeaNVIQ

Jornada 1, 18 de março

10h | Mesa 1: A luta pelo socialismo no século XXI
Expositores: Fernando Haddad, Nilma Lino Gomes, Yanis Varoufakis
Moderadores: Alberto Cantalice e Valter Pomar
Assista em https://youtu.be/38mFyj-jgjE

Jornada 2, 27 de março

10h | Mesa 2: A luta pelo socialismo no século XX e a experiência soviética, 30 anos depois da dissolução da URSS
Expositores: Breno Altman, Tatau Godinho e Tarso Genro
Moderador: Gilberto Carvalho
Assista em https://youtu.be/WPvqU99YRl4

14h | Mesa 3: A luta pelo socialismo no século XXI e a trajetória chinesa
Expositores: Wladimir Pomar, José Sérgio Gabrielli, Dilma Rousseff, Qin Xuan
Moderadora: Maria do Rosário
Assista em https://youtu.be/vpHTYQUwWy0
Clique aqui para acessar o texto da exposição de Wladimir Pomar.

17h | Mesa 4: A luta pelo socialismo na África
Expositores: José Luís Cabaço, Beluce Bellucci, Rita Chaves
Moderador: Valter Pomar
Assista em https://youtu.be/gKHNEUtTjVo
Clique aqui para acessar o texto da exposição de Beluce Bellucci.

Jornada 3, 10 de abril

10h | Mesa 5: A luta pelo socialismo na América Latina: Cuba, Chile, Nicarágua
Expositores: Iole Iliada, Abel Prieto Jimenez, Ricardo Azevedo, Maritza Espinales
Assista em https://youtu.be/V905vQkpuJw
Clique aqui para acessar o texto da exposição de Iole Iliada.

14h | Mesa 6: A luta pelo socialismo na América Latina: governos de esquerda e progressistas, o Bem Viver
Expositores: Monica Valente, Jorge Arreaza, Ricardo Patiño, Evo Morales
Assista em https://youtu.be/yTcXjXuImIQ

Jornada 4, 24 de abril

10h | Mesa 7: As lutas populares e a luta pelo socialismo no Brasil
Expositores: Roberto Amaral, Ana Prestes, Vladimir Safatle, Maria do Rosário

14h | Mesa 8: As lutas populares e a luta pelo socialismo no Brasil
Expositores: Manoel Dias, Lidice da Mata, Jones Manoel, Carmem Foro

Jornada 5, 8 de maio

10h | Mesa 9: Socialismo, política, Estado, a participação e a democracia
Expositores: Boaventura de Souza Santos, Margarida Salomão e Sérgio Nobre

14h | Mesa 10: Socialismo, trabalho, economia, planejamento, propriedade, cooperativismo, economia solidária, relações entre Estado e mercado
Expositores: Laís Abramo, Luiz Gonzaga Belluzzo, Rosângela Alves de Oliveira e Nelsa Nespolo

Jornada 6, 22 de maio
Mesa 11, período da manhã: Socialismo e diversidades: o feminismo, a luta antirracista, a luta LGBTIA+, a questão geracional
Mesa 12, período da tarde: Socialismo, cultura, educação e comunicação

Jornada 7, 5 de junho
Mesa 13, período da manhã: Socialismo e religiões
Mesa 14, período da tarde: Socialismo, soberania nacional, integração regional e internacionalismo

Jornada 8, 19 de junho
Mesa 15, período da manhã: Socialismo e natureza: ecosocialismo, transição ecológica, desenvolvimento sustentável, mudança climática e meio ambiente
Mesa 16, período da manhã: Socialismo e natureza: ecosocialismo, transição ecológica, desenvolvimento sustentável, mudança climática e meio ambiente

Jornada 9, 3 de julho
Mesa 17, período da manhã: Classes trabalhadoras e socialismo
Mesa 18, período da tarde: Campesinato e socialismo

Jornada 10, 17 de julho
Mesa 19, período da manhã: Alternativas ao capitalismo e à barbárie, na luta pelo socialismo e pelos direitos humanos: teorias e práticas em debate
Mesa 20, período da manhã: Alternativas ao capitalismo e à barbárie, na luta pelo socialismo e pelos direitos humanos: teorias e práticas em debate

Jornada 11, 31 de julho

Mesa 21, período da manhã: O balanço do socialismo petista
Mesa 22, período da tarde: O balanço do socialismo petista

Jornada 12, 14 de agosto
Mesa 23, período da manhã: A luta pelo socialismo no Brasil do século XXI
Mesa 24, período da manhã: A luta pelo socialismo no Brasil do século XXI

Jornada 13, 28 de agosto
Mesa 25, período da manhã: Socialismo e o futuro da humanidade