O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), foi reeleito com 64.256.232 votos no segundo turno das eleições, realizado neste domingo (25), e conquistou a maior votação já obtida por um presidenciável na história do país. O resultado representa mais de 10,3 milhões de votos adicionais em relação ao primeiro turno, quando recebeu quase 53,9 milhões.
Com o resultado, Lula superou o próprio recorde, estabelecido em 2022, quando foi eleito com 60.345.999 votos. Neste segundo turno, o presidente obteve 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Crescimento em todos os estados e virada em Minas Gerais
O crescimento da votação de Lula ocorreu nos 26 estados e no Distrito Federal. Em números absolutos, São Paulo registrou o maior avanço entre os dois turnos, com mais de 2,6 milhões de votos adicionais. Minas Gerais veio em seguida, com mais de 1,1 milhão de votos conquistados em três semanas.
Minas também foi o único estado em que Lula virou o resultado. Flávio Bolsonaro havia terminado o primeiro turno com cerca de 5,7 milhões de votos, contra 5,1 milhões do presidente. No segundo turno, Lula avançou para aproximadamente 6,3 milhões, enquanto o adversário chegou a 6,2 milhões.
A votação de Flávio também aumentou na maior parte dos estados, mas ele perdeu, somados, mais de 52,3 mil votos no Maranhão, Acre, Amapá, Roraima, Amazonas e Tocantins. No Rio de Janeiro, seu reduto político, Lula cresceu mais de 872 mil votos entre os turnos, enquanto o adversário avançou pouco mais de 202 mil.
Vitória no Nordeste e virada no conjunto do Norte
No Nordeste, Lula venceu nos nove estados e somou 24.450.432 votos, equivalentes a 69,37% dos válidos. Flávio Bolsonaro recebeu 10.796.736 votos, ou 30,63%.
Na comparação entre os turnos, Lula acrescentou 2.955.848 votos na região, enquanto Flávio ganhou 397.763. O resultado ampliou a vantagem do presidente no Nordeste para mais de 13,6 milhões de votos.
Lula também aumentou sua votação em todos os estados do Norte e reverteu o resultado no conjunto da região. No primeiro turno, Flávio havia somado 5.009.437 votos nos sete estados, contra 4.550.602 de Lula. No segundo, o presidente chegou a 5.024.626 votos, contra 5.023.547 do adversário, uma vantagem de 1.079 votos.
Cinco estados e o DF elegem governadores no segundo turno
Neste domingo, também foram eleitos os governadores do Espírito Santo, Amazonas, Rio Grande do Norte, Acre e Tocantins, além do Distrito Federal.
Cadu de Lula (PT) venceu no Rio Grande do Norte ao virar o resultado sobre Allyson Bezerra (União Brasil). Segundo colocado em 4 de outubro, com 36,16% dos votos, contra 36,94% do adversário, o petista conquistou 50,77% no segundo turno, ante 49,23% de Allyson.
Outro candidato eleito de virada foi Vicentinho Júnior (PSDB), que derrotou a Professora Dorinha (União Brasil) e será governador do Tocantins. Ele havia ficado atrás no primeiro turno, com 43,94%, contra 45,52% da adversária. Neste domingo, alcançou 64,52% dos votos válidos, ante 35,48% de Dorinha.
No Acre, Mailza Assis (PP) foi reeleita governadora. Ela havia terminado o primeiro turno à frente de Alan Rick (Republicanos), com 49,76% dos votos válidos, contra 32,27%, e confirmou a vantagem no segundo turno, com 66,21%, ante 33,79% do adversário.
No Amazonas, Omar Aziz (PSD) venceu a Professora Maria do Carmo (PL) com 61,42% dos votos, contra 38,58%, e voltará a governar o estado a partir de 2027. No primeiro turno, ele havia obtido 40,63%, ante 24,49% da adversária.
No Distrito Federal, Celina Leão (PP) foi reeleita governadora com 57,18% dos votos válidos, contra 42,82% de Leandro Grass (PT). No primeiro turno, ela havia conquistado 49,93%, enquanto o adversário recebeu 34,47%.
No Espírito Santo, Lorenzo Pazolini (Republicanos) foi eleito governador com 52,17% dos votos válidos, contra 47,83% de Ricardo Ferraço (MDB). Ex-prefeito de Vitória, Pazolini já havia liderado o primeiro turno, com 49,65%, ante 34,06% de Ferraço.
