A destruição ambiental e a situação dos povos indígenas decorrentes da política genocida do governo Bolsonaro é o tema da tvPt nesta sexta-feira, 3 de julho às 19h, com a participação do deputado federal Nilto Tatto, secretário nacional de Meio Ambiente do PT, e da turismóloga Leila Borari, indígena do povo Borari de Alter do Chão (Santarém- PA), que coordena a Associação de Mulheres Indígenas Suraras do Tapajós.

O desmatamento na Amazônia completou treze meses consecutivos de aumento em junho deste anoem relação aos mesmos meses do ano anterior, segundo o Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe). Em maio, a devastação no bioma cresceu 12% em relação a 2019 e atingiu o maior índice para o mês já registrado na série histórica recente do Deter, programa do Inpe, cujos dados embasam ações de fiscalização. As áreas sob alerta, em maio, somaram 829 km². O Pará responde por 344 km², seguido pelo Amazonas, com 182 km², e o Mato Grosso, com 177 km². Em comparação com o mês de abril, os alertas de desmatamento mais que dobraram, com um aumento de 103%.

De acordo com ativista ambiental, Leila Borari, as mulheres do Tapajós viram aumentar as invasões de seus territórios desde o golpe de 2016, que destituiu a presidenta Dilma Rousseff, e passaram a se organizar contra os vários tipos de agressão que ameaçam a sobrevivência dos povos da Amazônia.

“Nosso coletivo surgiu em torno da defesa dos direitos das mulheres e contra a violência doméstica, mas com a flexibilização das leis ambientais vimos agravados os problemas provocados pelo garimpo – que contamina o Rio Tapajós com mercúrio e mata os peixes - e pelo desmatamento, além das queimadas provocadas pelo avanço da cultura de soja em larga escala na região”, explica. Na região de Alter do Chão, Leila denuncia também a grande especulação imobiliária e alta incidência de construções irregulares que destroem o meio ambiente e ameaça os povos indígenas.

O programa da tvPT é transmitido ao vivo pelo canal do PT nacional no Youtube e pela partido no Facebook.