A Executiva Nacional do PSL vai punir o deputado Eduardo Bolsonaro (SP) com suspensão das atividades partidárias por um ano devido aos processos disciplinares abertos pelo partido contra ele e mais dezessete parlamentares da legenda.

Os membros do diretório nacional do PSL, presidido pelo deputado Luciano Bivar (PE), decidiram, por unanimidade, punir os dezoito deputados vinculados a Bolsonaro e a dissolver o diretório estadual de São Paulo, foco das discórdias na sigla e presidido por Eduardo Bolsonaro.

As punições aplicadas aos deputados vão de advertência, a quatro congressistas, até a suspensão das atividades partidárias por até doze meses, como é o caso de Eduardo Bolsonaro, atual líder da bancada na Câmara. Com a suspensão os parlamentares devem se afastar das funções que desempenham pelo partido. É o caso de liderança de bancada, relatorias e posições em comissões.

O presidente do PSL informou que o partido vai pedir a destituição de Eduardo Bolsonaro da liderança do partido na Câmara e pretende recolher assinaturas para a escolha de um novo líder. Pretende também pedir a saída de Eduardo Bolsonaro da presidência da Comissão de Relações Exteriores (CRE).

Segundo a assessoria do PSL, a vaga de Eduardo na CRE é do partido e ele só foi eleito para ocupá-la por essa condição. Já a assessoria de Eduardo Bolsonaro disse que irá contestar a possibilidade de saída do comando da Comissão, alegando que foi eleito para o cargo e tem mandato para a função e que segundo o regimento da Casa, os deputados têm o direito de serem titulares de pelo menos uma comissão permanente.

Esse é mais um capítulo da disputa entre a ala bivarista do PSL e a ala bolsonarista, que decidiu abandonar a legenda. A decisão do PSL de suspender atividades partidárias ao invés da expulsão dos deputados os mantém vinculados ao partido, o que dificulta o ingresso dos parlamentares em outra legenda ou a formação de um novo partido.

O grupo de deputados punidos pretendia migrar para o novo partido a ser criado por Jair Bolsonaro, o Aliança pelo Brasil. Esse processo, no entanto, depende dos trâmites para a criação da nova legenda, e de como se dará a saída dos deputados do PSL, uma vez que há riscos de perda do mandato por infidelidade partidária.