Depois de quatro meses de taxas de crescimento positivas, a produção industrial voltou a cair (-0,8%) na passagem de julho para agosto de 2017. De acordo com os dados apurados pela Pesquisa Industrial Mensal (PIM/IBGE), os setores industriais que mais contribuíram para essa queda foram os de produtos alimentícios (-5,5) - fortemente impactados pela diminuição nas atividades de produção de açúcar - e de máquinas e equipamentos (-3,8%). Por outro lado, entre os setores que apresentaram variação positiva mais expressiva estiveram o de produtos de fumo (+15,2%) e de veículos automotores, rebiques e carrocerias (+6,2%).

Quando analisada pela ótica das grandes categorias econômicas, entretanto, a queda de agosto foi puxada pelas reduções na produção de bens intermediários (-1,0%) e de bens de consumo não-duráveis/semiduráveis (-0,6%).

A depender do desempenho da produção industrial, portanto, o nível de atividade da economia parece ainda estar bastante deprimido, registrando flutuações cíclicas e dessincronizadas entre os diferentes setores, sem que se possa perceber, por enquanto, sinais mais consistentes de uma retomada econômica mais duradoura.