Como resultado da visita das autoridades chinesas ao Brasil, a principal potência produtiva do mundo firmou 35 acordos bilaterais com nosso país

Ano 3 – nº 277 – 20 de maio de 2015
 

ECONOMIA NACIONAL

Acordos de investimento entre China e Brasil alcançam US$ 50 bilhões: Como resultado da visita das autoridades chinesas ao Brasil, a principal potência produtiva do mundo firmou 35 acordos bilaterais com nosso país, dentre eles diversos acordos comerciais (como a reabertura do mercado chinês aos produtos brasileiros como a carne bovina e a encomenda de 22 jatos da Embraer) e anúncio de um fundo de investimentos para os próximos anos no montante de US$ 50 bilhões. Este fundo financiará projetos de infraestrutura no Brasil, além de um fundo bilateral de “cooperação produtiva” da ordem de R$ 20 bilhões, que terá como foco central os setores de siderurgia, cimento e vidro. Além dos fundos de investimento, a visita do primeiro-ministro chinês trouxe boas notícias para a Petrobras, que firmou acordo de financiamento e investimento com bancos e investidores chineses da ordem de US$ 10 bilhões. Dentre as principais obras de infraestrutura anunciadas, destaca-se o projeto de construção de uma ferrovia que cruze o país de leste a oeste, passando também pelo Peru e ligando o país ao oceano pacífico. Esta ferrovia, que terá aproximadamente 4,7 mil quilômetros de extensão, facilitaria o escoamento da produção brasileira para a China, mas certamente encontrará grandes dificuldades de execução por cruzar a floresta amazônica em seu traçado inicialmente planejado.

Comentário: A China já é hoje o principal parceiro comercial do Brasil, tendo o comércio bilateral entre os dois países totalizado US$ 80 bilhões em 2014. O objetivo dos acordos comerciais firmados é que esse volume alcance US$ 100 bilhões nos próximos anos, contando como uma diversificação da pauta exportadora brasileira para a China, hoje muito concentrada em commodities. A política externa chinesa é bastante agressiva e, após algumas experiências de pouco sucesso na África, a China se volta para a América Latina como novo mercado cativo e nova fronteira de acumulação de capital, além de fonte garantidora de matérias-primas. Para isso, procura trazer suas empresas e seu capital para ser investido nestes países, modernizando sua estrutura e ajudando a construir pontes para suas empresas mundo afora. Na atual situação brasileira, onde nenhuma força nacional (pública ou privada) parece empurrar o país rumo ao crescimento, os acordos bilateriais com a China e a possibilidade de novos investimentos que se desdobram a partir deles são a grande esperança para a retomada da estrutura produtiva nacional no médio prazo. Desde que com regras bem definidas e priorizando a reconstrução de nossa estrutura produtiva, assim como a modernização de nossa infraestrutura logística, tais investimentos podem se provar decisivos para uma eventual retomada de um projeto de desenvolvimento inclusivo no país, que coadune desenvolvimento social e produtivo num cenário de reinserção do país no comércio mundial em uma posição de maior destaque.
 
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