IBC-Br aponta para crescimento da economia em fevereiro

Ano 3 – nº 265 – 15 de abril de 2015
 

ECONOMIA NACIONAL
IBC-Br aponta para crescimento da economia em fevereiro: O IBC-Br, uma espécie de prévia do Produto Interno Bruto (PIB) calculado pelo Banco Central, apontou expansão da economia brasileira no mês de fevereiro, contrariando a expectativa média dos analistas, que apontavam para queda de 0,2% no indicador. De acordo com os dados divulgados nesta manhã pelo BC, o Brasil apresentou um crescimento de 0,36% na atividade econômica em fevereiro, revertendo a queda de 0,11% apresentada no mês anterior, mas ainda não compensando a queda de 0,57% observada em dezembro/2014. No acumulado de doze meses, o IBC-Br apresentou variação negativa de 0,6%, pior que o dado de queda de 0,38% de janeiro. A média móvel trimestral, entretanto, apresentou alguma melhoria, caindo 2,18% em fevereiro após apresentar queda de 2,7% em agosto. Para o final de 2015, o BC mantém a estimativa de queda de 0,5% do PIB, sendo que o boletim FOCUS mais recente aponta para queda maior, de 1,01%.
Comentário: O resultado de fevereiro, apesar de ter ficado no campo positivo, segue indicando um caminho de deterioração nas taxas de crescimento da economia, possíveis de serem observadas na piora do indicador acumulado em doze meses. Que haverá retração econômica em 2015 já parece ser um fato consolidado e compartilhado pela quase totalidade dos analistas de mercado, restando saber qual será o tamanho desta regressão. A possibilidade de o país apresentar um crescimento positivo já em 2016 também parece estar consolidada, mas neste caso existe maior dispersão acerca das reais possibilidades de recuperação da economia brasileira: alguns analistas acreditam que a recuperação se iniciará já no último trimestre de 2015, devido a recuperação da confiança dos empresários e aos efeitos positivos da desvalorização cambial. Alguns, no entanto, ainda apontam para uma recuperação apenas moderada e iniciada apenas em 2016, que teria como base apenas a superação do período recessivo, não representando um novo ciclo de crescimento real. Há crescente acordo, no entanto, que para se engendrar um verdadeiro novo ciclo de crescimento, existe a necessidade de ir além do ajuste das contas públicas, criando-se instrumentos de incentivo à oferta e retomada do crescimento da demanda, seja interna (da qual temos algum controle e só virá com o aprofundamento da distribuição de renda), seja externa.
 
AGENDA DO DIA
EVENTO HORÁRIO ÓRGÃO DE DIVULGAÇÃO
IBC-Br 9h BACEN
Taxa de juros/Europa 8h45 BCE
Prod. Industrial/EUA 10h15 FED
 
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