A Escola Nacional de Formação do PT realizou, em 17 de junho, o Aulão de Nucleação da Nova Primavera 2026. A atividade reuniu dirigentes partidários, educadores populares e militantes para debater estratégias de organização de base e fortalecimento da presença do Partido dos Trabalhadores nos territórios.
O encontro abordou os desafios da nucleação partidária, a construção de núcleos ativos e a ampliação da participação política nas comunidades, nos locais de trabalho, de estudo e de atuação social. A proposta é estimular formas permanentes de organização popular, capazes de aproximar o partido da vida concreta dos territórios.
A atividade integra a programação da Nova Primavera 2026, iniciativa voltada à formação política, ao fortalecimento da organização popular e à ampliação do trabalho de base em todo o país. O aulão está disponível no canal do YouTube da Escola Nacional de Formação.
Participaram do debate o secretário nacional de Comunicação do PT, Éden Valadares; a secretária nacional adjunta de Nucleação, Lisandra Dawany; e a educadora popular e coordenadora de núcleo do PT em Catanduva (SP), Isabela Gisse Rainho. A mediação foi feita pela secretária nacional de Formação e Educação Política do PT e diretora da Escola Nacional de Formação, Tássia Rabelo de Pinho.
Organização popular contínua
Éden Valadares destacou a importância da nucleação para que o PT fortaleça sua atuação nos territórios e contribua para transformar estruturalmente a sociedade brasileira em uma sociedade mais igual. Segundo ele, esse processo é parte do enfrentamento a problemas históricos do país, como a fome, a concentração de riqueza, a desigualdade, o racismo estrutural e o machismo.
“Precisamos ter um processo de organização popular contínuo, ininterrupto. O Partido dos Trabalhadores é um instrumento da luta política da classe trabalhadora, não é um fim em si mesmo, e nós precisamos ser motor e combustível desse processo de organização popular perene”, afirmou.
Lisandra Dawany relatou que a secretaria recebe diariamente dúvidas sobre estatuto, organização partidária e nucleação. Para ela, há também uma memória afetiva sobre o papel que os núcleos tiveram no processo de construção do PT, mas é preciso atualizar esse debate diante do crescimento do partido.
“É mais um sentimento nostálgico em relação ao que foram os núcleos no processo de organização do PT. E ninguém sabe bem como e quando eles deixaram de existir, pois nossa capacidade de nucleação não acompanhou o crescimento do Partido dos Trabalhadores”, afirmou.
Segundo Lisandra, melhorar a organização partidária é um desafio transversal, que precisa envolver diferentes secretarias, direções, militantes e experiências de base.
Disputa cotidiana nos territórios
A coordenadora de núcleo do PT em Catanduva (SP), Isabela Gisse Rainho, contou que sua trajetória partidária foi impulsionada pela Nova Primavera de 2021, primeiro processo de formação do qual participou. A partir daquela experiência, passou a se apropriar do jeito petista de fazer política e de disputar o território.
“E aí a gente vai se envolvendo cada vez mais e entendendo que em cada ação nossa e em cada espaço que a gente ocupa tem de disputar, mostrar o nosso projeto de governo, nossa forma de ver o mundo e como a gente entende que a sociedade deve funcionar”, afirmou.
O debate reforçou a nucleação como uma estratégia de presença permanente do PT nos territórios. A proposta é organizar militantes, fortalecer a atuação local e ampliar a capacidade de diálogo do partido com comunidades, movimentos sociais, espaços de trabalho, estudo e participação popular.
