Alívio tributário: isenção do IR já está em vigor para salários de até R$ 5 mil
Medida em vigor desde 2023 segue como eixo da política de renda do governo Lula e pode avançar com nova correção da tabela e redução progressiva até R$ 7,5 mil

O governo federal voltou a destacar, nos últimos dias, a política de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, em vigor desde 2023, como parte do esforço de recomposição do poder de compra dos trabalhadores e de correção de distorções históricas do sistema tributário brasileiro.
A medida, adotada por meio de desconto simplificado, beneficia diretamente milhões de contribuintes e permanece como uma das prioridades do governo.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem reiterado que a política tributária deve ser orientada pela justiça social. “Quem ganha menos não pode pagar mais imposto do que quem ganha muito. O Brasil precisa corrigir essa distorção”, afirmou o presidente ao tratar do tema em eventos recentes no Palácio do Planalto. De acordo com o governo, a correção da tabela é uma medida estrutural, interrompida por anos, que voltou a ser atualizada de forma responsável, sem comprometer o equilíbrio fiscal.
O que muda com salários até R$ 5 mil e a redução progressiva até R$ 7,5 mil
Com a regra atual, trabalhadores com renda mensal de até R$ 5 mil ficam integralmente isentos do Imposto de Renda. Para quem recebe acima desse valor, há uma redução progressiva da carga tributária até o limite de R$ 7,5 mil, evitando saltos abruptos na tributação e garantindo alívio também à chamada classe média assalariada.
Segundo dados divulgados pelo Planalto, o modelo busca corrigir uma distorção histórica que fazia com que reajustes salariais levassem automaticamente à perda de renda líquida. A proposta em debate no governo é aprofundar essa lógica, ampliando a faixa de alívio e garantindo previsibilidade ao contribuinte.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, já destacou que a correção da tabela do IR “é uma medida de justiça tributária e de estímulo à economia, porque devolve renda para quem consome e movimenta o mercado interno”, conforme nota da Secretaria de Comunicação Social.
A manutenção da isenção e o debate sobre sua ampliação reforçam a estratégia do governo de combinar responsabilidade fiscal com políticas de renda, sinalizando ao contribuinte que a correção do Imposto de Renda segue no centro da agenda econômica e social do país.
Com informações do Ministério da Fazenda e da Agência Gov



