45 anos do PT: celebração reafirma compromisso histórico com o Brasil
No sábado (22), as comemorações culminaram em um grande ato político que lotou o Armazém 3. O evento contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da presidenta do PT, Gleisi Hoffmann, do presidente da Fundação Perseu Abramo, Paulo Okamotto, além de parlamentares e membros do governo
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O Partido dos Trabalhadores (PT) celebrou seus 45 anos com dois dias de eventos no Rio de Janeiro, reunindo lideranças históricas, militantes e figuras de destaque do governo federal. As comemorações, realizadas no Armazém 3 do Píer Mauá, no centro da capital fluminense, reforçaram o papel do partido na reconstrução do país e no enfrentamento das desigualdades sociais.
Debates e formação política
As atividades começaram na sexta-feira (21) com um seminário que promoveu debates sobre temas centrais para o futuro do partido e do Brasil. Um dos destaques foi o lançamento do Circuito Nacional de Formação Schirlei e Nalu, iniciativa da Secretaria Nacional de Mulheres do PT em parceria com a Fundação Perseu Abramo, que visa qualificar a atuação política das filiadas em todos os estados do país.
Anne Moura, secretária nacional de Mulheres do PT, enfatizou a importância da iniciativa: “A vitória de Lula em 2022 teve a participação fundamental das mulheres. Agora, precisamos seguir fortalecendo essa rede e ampliando nossa presença nos territórios”.
Outro momento marcante do seminário foi o painel sobre a COP 30 e o desenvolvimento sustentável, que discutiu o protagonismo do Brasil na transição ecológica e no combate ao aquecimento global. Jorge Viana, presidente da Apex Brasil, destacou o potencial econômico da floresta amazônica e criticou a gestão ambiental dos governos anteriores: “Com o golpe contra Dilma, o desmatamento explodiu e a imagem do Brasil no exterior foi comprometida”.
Durante as celebrações dos 45 anos do Partido dos Trabalhadores, uma mesa internacional reuniu representantes de partidos de esquerda da América Latina para discutir desafios e estratégias de fortalecimento político. Mediado pela presidenta do PT, Gleisi Hoffmann, o debate contou com a participação de Carolina Rangel Gracida, Secretária Geral do partido mexicano Morena, e Fernando Pereira, presidente da Frente Ampla do Uruguai.
Ambos compartilharam experiências de construção partidária e eleitoral, ressaltando a importância da organização popular diante do avanço da extrema direita na região. Hoffmann destacou que o PT precisa reforçar sua atuação junto à sociedade, aprendendo com modelos bem-sucedidos para seguir se renovando e ampliando sua presença política.
Ato político com Lula: “O Brasil é grande demais para ser pequeno”
No sábado (22), as comemorações culminaram em um grande ato político que lotou o Armazém 3. O evento contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da presidenta do PT, Gleisi Hoffmann, do presidente da Fundação Perseu Abramo, Paulo Okamotto, além de parlamentares e membros do governo.
Lula, ovacionado pela militância, fez um discurso emotivo, relembrando sua trajetória e reafirmando o compromisso do PT com a inclusão social. Ele mencionou o recente acidente doméstico que sofreu e rebateu as críticas da extrema direita, garantindo estar “mais forte do que nunca”.
“O PT nasceu para mudar a história do Brasil, e seguimos firmes no nosso compromisso com os trabalhadores, os mais pobres e os pequenos empreendedores”, afirmou. Lula também defendeu os investimentos em políticas sociais, destacando que mais de R$ 300 bilhões foram destinados à inclusão social no seu governo.
Sem anistia para Bolsonaro
O evento também foi palco de uma manifestação firme contra qualquer possibilidade de anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Gleisi Hoffmann lembrou que a tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro de 2023 está amplamente documentada, e que o ex-mandatário deve ser responsabilizado. “Bolsonaro sentará no banco dos réus e será julgado pelo devido processo legal. Nada se compara à perseguição que Lula sofreu”, afirmou.
Homenagens e reafirmação histórica
O encontro também celebrou a trajetória de lideranças históricas do partido. Benedita da Silva, uma das fundadoras do PT, emocionou o público ao cantar “Poder da Criação”, de João Nogueira, e relembrar a luta do partido pela representação dos trabalhadores. “Há 45 anos, um metalúrgico entendeu que precisávamos de um instrumento para termos voz e vez”, declarou.
Paulo Okamotto, por sua vez, destacou os princípios que nortearam a fundação do PT, entregando aos militantes a ata e o manifesto histórico do partido. “O PT não foge da luta e segue comprometido com o Brasil”, afirmou.
Encerramento: um partido conectado com o futuro
Ao encerrar a celebração, Lula convocou a militância a seguir mobilizada, reafirmando que o PT está pronto para os desafios do futuro. “O Brasil mudou e o PT precisa estar conectado com esse novo momento. Mas uma coisa não muda: continuaremos a lutar por um país mais justo, solidário e soberano”, concluiu.
Com 45 anos de história, o PT reafirma sua força e compromisso com a democracia, a justiça social e o desenvolvimento do Brasil. As celebrações no Rio de Janeiro demonstraram que o partido segue vivo, forte e preparado para os desafios do futuro.