Considerado uma das principais pontes do Governo Federal com o Congresso Nacional, o ex-secretário executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, assumiu a titularidade da pasta no dia 20 de março com a promessa de manter o legado iniciado pelo seu antecessor Fernando Haddad.

Logo em seu primeiro dia de trabalho, o novo ministro assegurou a continuidade dos inúmeros feitos da atual gestão, sobretudo no que diz respeito à promoção de justiça social e equilíbrio fiscal. “O que guia a minha gestão aqui à frente do Ministério da Fazenda é essa continuidade de um trabalho de consolidação fiscal com muita justiça social. A economia deve se pautar, sempre, por um ganho de qualidade de vida para as pessoas”, afirmou.

Nos tempos em que esteve à frente da secretaria-executiva, cargo que passou a ocupar em 2023, após a saída de Gabriel Galípolo para o Banco Central, Durigan já acompanhava a execução orçamentária, fazia a articulação técnica das áreas internas, além de conduzir as negociações com outros ministérios e com representantes do Legislativo.

Em 2024, ganhou mais protagonismo ao assumir a coordenação da fase de regulamentação da reforma tributária. Aquela etapa foi considerada a mais complexa, por envolver disputas entre setores, definição de alíquotas e pressões por regimes diferenciados, além da necessidade de traduzir a proposta aprovada em regras operacionais.

Durigan destacou, ainda, os pontos específicos que vão ganhar especial atenção em sua gestão, entre eles o enfrentamento aos benefícios tributários, ampliação da eficiência do Estado, promoção do ganho de produtividade, aperfeiçoamento do crédito e avanços na agenda digital, em ações sempre ancoradas no pilar do equilíbrio fiscal.

Outro ponto citado pelo ministro é a urgência em conter as altas nos preços do óleo diesel, com ações tanto do Governo Federal como em parceria com os governos estaduais.

Inadimplência e taxa das blusinhas

O novo ministro também trabalha na formulação de políticas para enfrentar o avanço da inadimplência, que já compromete mais de 27% da renda mensal das famílias brasileiras, segundo dados recentes do Banco Central.

Em tese, o pacote não gerará custo para as contas públicas se envolver apenas medidas de renegociação de crédito, mas pode criar despesas caso o governo decida ampliar os subsídios ao crédito.

Outra medida que pode pressionar os gastos do governo seria uma possível redução, durante a campanha eleitoral, da taxa das blusinhas, como ficou conhecida a alíquota em 20% de compras do exterior de até US$ 50.

No ano passado, o governo arrecadou R$ 5 bilhões com o tributo, ajudando a cumprir a meta fiscal – ao desconsiderar os precatórios.

Histórico do ministro

Dario Carnevalli Durigan nasceu em 9 de maio de 1984, na cidade de Bebedouro, interior de São Paulo. É o filho mais velho de Julio Cezar Durigan e Rosangela Montemor Carnevalli Durigan. Graduou-se em Direito na Universidade de São Paulo (USP), em São Paulo, no Largo de São Francisco, em 2007.

Durigan é mestre em direito constitucional pela Universidade de Brasília (UnB). Possui experiência tanto no setor público quanto no privado, tendo trabalhado na prefeitura municipal de São Paulo durante a gestão de Fernando Haddad até 2016.

De 2017 a 2019, Durigan atuou como consultor jurídico da União em São Paulo. No período, fundou o Núcleo de Arbitragem da AGU (Advocacia-Geral da União). Advogado por formação, o agora ministro da Fazenda também tem mestrado na Faculdade de Direito da Universidade de Brasília.

Em Brasília, durante a gestão da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), Durigan trabalhou na subchefia para Assuntos Jurídicos da Casa Civil, onde atuou na articulação com Congresso Nacional e assessoramento a temas estratégicos de infraestrutura.