Por Bruno Fonseca, publicado originalmente por Agência Pública.
“Há possibilidade iminente de colapso do sistema de saúde, em 10 dias”, afirma um documento do ministro Eduardo Pazuello sobre o sistema de saúde de Manaus. O diagnóstico foi a principal conclusão de uma comitiva do Ministério da Saúde que visitou a capital do Amazonas mais de uma semana antes do colapso no sistema de saúde local. Exatos 10 dias depois, hospitais de Manaus esgotaram suas reservas de oxigênio com pacientes morrendo por asfixia.
Além de prever com exatidão a data do colapso no sistema de saúde, o Ministério da Saúde diagnosticou com 10 dias de antecedência dificuldades na compra de materiais para consumo hospitalar, como medicamentos e equipamentos, problemas na contratação de profissionais de saúde habilitados para trabalhar nas UTIs e a necessidade de estruturar novos leitos rapidamente para os pacientes que já precisavam de internação no início de janeiro.
O governo também já sabia da possibilidade de transferência de pacientes para hospitais universitários federais de todo o Brasil e para a rede de saúde no Rio de Janeiro.
As informações estão em documentos produzidos pelo próprio Ministério da Saúde e foram enviadas pela Advocacia Geral da União (AGU) ao Supremo Tribunal Federal no último domingo, dia 17.
A Agência Pública questionou o Ministério da Saúde sobre o tempo para início das ações, mas não obteve retorno até a publicação da reportagem. A reportagem também questionou a secretaria Estadual de Saúde do Amazonas sobre comunicados e pedidos de auxílio ao Ministério da Saúde para fornecimento de oxigênio e atendimento a pacientes, que ainda não foi respondido.
Leia a reportagem completa e confira os documentos citados em https://apublica.org/2021/01/governo-bolsonaro-sabia-10-dias-antes-de-colapso-em-manaus-e-necessidade-de-transferir-pacientes/