"O Dia Nacional da Visibilidade Trans, celebrado ontem, 29 de janeiro, completa 18 anos desde a sua criação, em 2004. Considerada uma das primeiras iniciativas com foco no combate à transfobia no Brasil, a data nasceu com um ato nacional que lançou a campanha “Travesti e Respeito”, passando a marcar a luta de travestis e transgêneros pela garantia de direitos como acesso à saúde, ao trabalho e ao reconhecimento da identidade social. Mas, quase duas décadas depois, os avanços ainda seguem a passos lentos.
Esta ainda é a parcela da população que mais sofre violência de todos os tipos: moral, psicológica, social e física. Segundo dossiê da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), o Brasil é o país que mais mata pessoas trans no mundo, com 175 mortes mapeadas apenas em 2020. A presidenta da Nova Associação de Travestis e Pessoas Transexuais de Pernambuco (Natrape), Samantha Cabral, comenta que a luta da população trans é por existir, uma vez que a sociedade ainda insiste em invisibilizar corpos transgêneros e travestis."