Exército israelense ataca alojamentos do Hamas e deixa mais de 400 mortos
Exército israelense ataca alojamentos do Hamas, causando mais de 400 mortos, em uma violação do cessar-fogo de 42 dias

Na madrugada de terça-feira, 18, o exército israelense disparou contra alojamentos do Hamas em Gaza, deixando mais de 400 mortos e ao menos 100 feridos. Os ataques ocorreram em meio a um acordo de cessar-fogo que já durava 42 dias.
Entre as vítimas, estavam muitas crianças. Os feridos ainda estão sendo retirados das áreas atingidas por drones.
De acordo com a Euronews, na manhã de terça-feira, o escritório do primeiro-ministro de Israel teria ordenado a ação. Os ataques atingiram alvos ao norte de Gaza, incluindo a Cidade de Gaza, Deir al-Balah, Khan Younis e Rafah.
Em uma declaração, o governo israelense responsabilizou os ataques pela recusa do Hamas em liberar os reféns mantidos na Faixa de Gaza e pela rejeição de um acordo de trégua que Israel afirma ter sido proposto pelo enviado especial dos EUA, Steve Wittkoff. Israel também prometeu aumentar a força militar.
O Hamas condenou os ataques e responsabilizou Benjamin Netanyahu “por completo pelas consequências da agressão traiçoeira a Gaza, aos civis indefesos e ao nosso povo palestino,” em uma mensagem divulgada pelo grupo no Telegram.
O Hamas alertou que os ataques violaram o cessar-fogo e colocaram em risco a vida dos reféns.
Em entrevista à Reuters, o porta-voz do Hamas, Abdel-Latif Al-Qanoua, afirmou que as negociações com os mediadores estavam em andamento e que o grupo estava comprometido com a implementação do acordo de cessar-fogo em Gaza.
Mediadores egípcios se mostraram surpresos com os ataques aéreos durante a noite, já que as negociações anteriores haviam sido tranquilas e eles não haviam recebido nenhuma notificação.
FRANÇA

Reprodução X/@deputee_Obono
Polícia francesa expulsa jovens imigrantes de teatro após ordem judicial
Na manhã de terça-feira, 18, a polícia de Paris retirou 400 jovens imigrantes, em sua maioria da África Subsaariana, do teatro La Gaîté Lyrique, com o consentimento da prefeitura. A operação, que ocorreu antes das 6h, envolveu o uso de cassetetes e gás lacrimogêneo para dispersar os ocupantes. Quase 50 pessoas foram detidas, podendo enfrentar revisão de visto e deportação, conforme afirmou o chefe de polícia de Paris, Laurent Nuñez.
A ocupação, iniciada em 10 de dezembro pelo Coletivo Juvenil do Parque Belleville, ocorreu após jovens, muitos deles menores não acompanhados, afirmarem que as autoridades francesas negaram a proteção legal que lhes era devida. A operação seguiu uma ordem de um tribunal, que alegou riscos à segurança e à saúde dos migrantes.
A ação foi criticada pela deputada Danielle Obono, do partido França Insubmissa, que questionou o tratamento dos imigrantes. O Ministério do Interior francês também anunciou um aumento de 27% nas deportações de imigrantes irregulares em 2024.