Milhares de manifestantes tomaram as ruas em diversas cidades dos Estados Unidos neste sábado (28) para protestar contra as políticas do governo de Donald Trump. A manifestação, batizada de “No Kings” (sem reis, em português), mobilizou participantes em mais de 3 mil protestos oficiais organizados simultaneamente em todo o país. Os dados são da Agência Reuters.
Ainda não há uma estimativa oficial, mas a expectativa é que ao menos 9 milhões de estadunidenses se juntassem aos atos que ocorrem em todos os estados do país. Entre as pautas defendidas pelos manifestantes estava a luta contra política anti-imigração dos EUA, intensificada com o retorno de Trump em 2025, e que foca na deportação em massa, restrições rigorosas na fronteira e limites à imigração legal.
No entanto, ao contrário dos atos anteriores, os ocorridos neste final de semana tiveram como destaque principal críticas à guerra promovida pelos EUA e Israel contra o Irã. As marchas, coordenadas sob a bandeira No Kings, apontam uma escalada autoritária do republicano e criticam o governo pela guerra do Irã (e o consequente impacto no preço da gasolina).
O conflito completou um mês hoje, com um saldo de milhares de mortos, principalmente no Irã e no Líbano, além de prejuízos à economia mundial e a maior interrupção já registrada no fornecimento global de energia.
Pesquisas de março de 2026, como a da Reuters/Ipsos, mostraram que apenas um em cada quatro americanos (27%) aprovava a ofensiva contra o Irã. Outra pesquisa, da CNN, apontou 59% de reprovação ao conflito.
O “No Kings” se consolidou como principal movimento de contestação desde o retorno do republicano à Casa Branca. O termo, segundo os organizadores dos atos, faz referência aos princípios democráticos e antiautoritários sobre os quais os EUA foram fundados, e que, segundo os manifestantes, Trump ignora.
