Liberação aos candidatos foi anunciada nesta segunda-feira (26) pelo Ministério da Educação; interessados já podem se inscrever por meio do Portal Único de Acesso ao Ensino Superior

Com a maior oferta de bolsas desde a criação do programa, o Programa Universidade para Todos (ProUni) inicia nesta segunda-feira (26) as inscrições para o processo seletivo do primeiro semestre de 2026.. Segundo o Ministério da Educação (MEC), serão disponibilizadas 594.519 bolsas de estudo, número que reforça o papel do programa como uma das principais políticas públicas de acesso ao ensino superior no país.
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As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas exclusivamente pela internet, por meio do Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, até a próxima quinta-feira (29). Na plataforma, os candidatos podem consultar as vagas disponíveis por município, curso, turno e instituição privada.
A edição de 2026 marca um recorde histórico na quantidade de bolsas ofertadas. Do total anunciado, 274.819 são bolsas integrais e 319.700 são bolsas parciais, que cobrem 50% do valor das mensalidades. As oportunidades contemplam cursos de graduação e cursos sequenciais de formação específica em instituições privadas, voltadas a brasileiros que ainda não possuem diploma de nível superior.
A maior parte das bolsas está concentrada nos cursos de bacharelado, que somam 328.175 vagas. Os cursos tecnológicos reúnem 253.597 bolsas, enquanto as licenciaturas contam com 12.747 oportunidades. Entre os cursos com maior número de vagas estão administração, com 63.978 bolsas, e ciências contábeis, com 41.864. Também se destacam áreas como análise e desenvolvimento de sistemas, gestão de recursos humanos, direito, engenharia de software e psicologia.
Para participar do processo seletivo, é necessário ter concluído o ensino médio e atender a pelo menos um dos critérios estabelecidos pelo programa, como ter estudado integralmente ou parcialmente em escola pública, ter sido bolsista em instituição privada, ser pessoa com deficiência ou atuar como professor da rede pública — neste último caso, exclusivamente para cursos de licenciatura e pedagogia.
A seleção dos candidatos é feita com base no desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). É exigida média mínima de 450 pontos nas cinco provas e nota diferente de zero na redação. Caso o estudante tenha participado de mais de uma edição do exame, será considerada a melhor média obtida.
O resultado da primeira chamada está previsto para o dia 3 de fevereiro, enquanto a segunda chamada será divulgada em 2 de março, conforme o cronograma oficial do programa.
Ações afirmativas
Durante a inscrição no Acesso Único é apresentado a cada candidato(a) a oferta das bolsas por modalidade de concorrência, que podem ser de dois tipos: ampla ou por cotas para Pessoa com Deficiência (PCD) e para autodeclarados Pretos, Pardos e Indígenas (PPI). O filtro por perfil do inscrito é feito com base nas informações declaradas no questionário social, cujo preenchimento é obrigatório.
Os critérios para concorrer por cotas são: ser pessoa com deficiência ou se autodeclarar preto, pardo ou indígena. Para a obtenção da bolsa é necessário comprovar as informações declaradas no ato da inscrição.
Segundo dados do MEC, mais de 65% dos bolsistas do Prouni se autodeclaram pretos, pardos ou indígenas, o que mostra que as cotas implementadas no programa têm sido efetivas na promoção da diversidade racial no ensino superior. Além disso, o programa contribui para o aumento da presença de pessoas com deficiência nas instituições de ensino participantes do Prouni.
Critérios para participar
- ensino médio integralmente em escola da rede pública;
- ensino médio integralmente em instituição privada, na condição de bolsista integral da respectiva instituição;
- ensino médio parcialmente em escola da rede pública e parcialmente em instituição privada, na condição de bolsista integral;
- ensino médio parcialmente em escola da rede pública e parcialmente em instituição privada, na condição de bolsista parcial da respectiva instituição ou sem a condição de bolsista;
- ensino médio integralmente em instituição privada, na condição de bolsista parcial da respectiva instituição ou sem a condição de bolsista;
- ser pessoa com deficiência, conforme previsto na legislação brasileira;
- ser professor da rede pública de ensino, exclusivamente para os cursos de licenciatura e pedagogia.
