Primeiro-ministro espanhol se soma a outros líderes mundiais na crítica ao embargo norte-americano à ilha. Grupo de Puebla declara que política hegemônica dos EUA pode causar prejuízo às relações com América Latina.
O primeiro-ministro espanhol Pedro Sanchez, do PSOE, pediu solidariedade com Cuba e criticou de forma veemente o embargo norte-americano. Em entrevista para a rede CNN, em Los Angeles, o premiê espanhol disse que a Espanha sempre teve uma opinião contrária ao embargo econômico e reiterou que as soluções para os problemas cubanos são de responsabilidade de suas próprias lideranças.
Pedro Sanchez disse ainda que a pandemia da Covid 19 tem prejudicado muito a economia da ilha, que tem no turismo uma de suas principais fontes de recursos. “A Espanha irá doar 7,5 milhões de doses de vacinas para Cuba e demais países do Caribe.
A Comunidade de Estados Caribenhos, Caricom, composta por 15 Estados da região exigiu novamente esta semana que cesse as sanções unilaterais estadunidenses de caráter comercial, econômico e financeiro à Cuba. Na oportunidade o Bloco reiterou a posição assumida perante a ONU, em sua Assembleia Geral, onde afirma que o bloqueio que já dura 60 anos, e as dificuldades inerentes a pandemia, tem agravado a situação da população cubana, o que demanda uma solução urgente para o caso.
Além disso, o Grupo de Puebla, organização que reúne lideranças progressistas de 16 países, publicou uma declaração em que manifesta veemente repúdio ao embargo norte-americano à Cuba. O texto informa que “a manutenção desta política hegemônica pode causar graves prejuízos nas futuras relações dos Estados Unidos com a América Latina” e destaca que “cabe exclusivamente ao povo cubano, de acordo com os mandatos constitutivos das Nações Unidas, decidir livre e soberanamente sobre seu destino, sem interferências de quaisquer outros Estados”.
O governo Biden tem se mostrado insensível as reivindicações e demonstrado que a troca de governo em Washington não produziu nenhuma mudança na trágica gestão de Donald Trump para América Latina e nas relações com Cuba.
Por outro lado, em meio à tentativa de manutenção do estrangulamento ianque, que já dura seis décadas, México, Rússia e China já se posicionaram publicamente em favor do governo do presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, e prometeram fortes investimentos para ajudar o enfrentamento da pandemia e a recuperação econômica da ilha.
