A Fundação Perseu Abramo tem mantido intensa relação com instituições similares existentes na República Popular da China, como parte das também intensas relações entre o Partido dos Trabalhadores e o Partido Comunista da China.

A relação da FPA com instituições congêneres na China vem se materializando de diversas formas: envio e recebimento de delegações, atividades conjuntas, publicações e atividades formativas.

Entretanto, a FPA não dispõe de uma área dedicada sistematizar os conhecimentos adquiridos no intercâmbio supracitado, acerca da experiência chinesa e do pensamento chinês contemporâneo, tanto o partidário (expresso por exemplo no chamado Pensamento Xi Jinping), quanto o acadêmico e científico, em particular os temas vinculados ao desenvolvimento, ao planejamento, a governança e as relações internacionais.

Para superar esta situação, a Fundação Perseu Abramo decidiu constituir, como parte do seu Núcleo de Altos Estudos e sob a supervisão direta da presidência da Fundação Perseu Abramo, o Núcleo de Altos Estudos Brasil-China.

Este núcleo, como já foi dito, será coordenado pelo presidente da Fundação e integrado por diretores da FPA, integrantes do Conselho Curador da FPA, pessoas indicadas pela SRI do PT e, também, especialistas convidados.

O plano de trabalho do Núcleo de Altos Estudos Brasil-China da FPA terá quatro eixos.

O primeiro eixo é a memória da relação Brasil-China, da perspectiva do Partido dos Trabalhadores. Trata-se, nesse caso, de manter um registro dos intercâmbios mantidos pelo Partido, pela FPA e por petistas com suas contrapartes chinesas.

O segundo eixo é o acompanhamento das questões de curto prazo envolvidas na relação entre Brasil e China, que sejam de interesse direto e imediato do Partido dos Trabalhadores, bem como dos movimentos e instituições onde atuamos.

O terceiro eixo é o acompanhamento das questões estratégicas envolvidas na relação entre Brasil e China, como é o caso dos temas vinculados à disputa de hegemonia mundial, ao desenvolvimento e industrialização do Brasil e América Latina.

O quarto eixo é a realização de publicações, debates, seminários e eventos de diferentes tipos. Como parte deste quarto eixo, o Núcleo se encarregará de produzir, periodicamente, sugestões dirigidas à SRI, ao Conselho Curador e à diretoria da FPA.

A implantação do Núcleo terá duas etapas. Na primeira etapa (agosto-outubro de 2026), faremos reuniões de escuta junto aos petistas envolvidos no tema e detalharemos cada um dos eixos supracitados. A partir de novembro de 2026, daremos início à segunda etapa de funcionamento pleno do Núcleo de Altos Estudos Brasil-China.