A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) confirmou sua candidatura ao Senado pelo Distrito Federal, mesmo sem participar da convenção do partido realizada no domingo (2).
O anúncio foi feito em discurso lido por Diego Torres, irmão da ex-primeira-dama. No texto, ela afirma que é “só o começo de uma caminhada para devolver esperança e liberdade”. “Por isso que aceitei esse desafio. Sou pré-candidata ao Senado. Meu marido escolheu o Flávio para estar à frente dessa multidão e vamos caminhar juntos e a passos largos. Queremos justiça de verdade”, afirmou.
Um dia antes, Michelle Bolsonaro publicou nas redes sociais uma foto em uma cama de hospital e agradeceu “pelas orações e por todo carinho”. Ela esteve internada para realizar uma bateria de exames e investigar enxaquecas recorrentes.
Racha no núcleo bolsonarista
A candidatura ao Senado reorganiza a estratégia do bolsonarismo após a briga pública entre Michelle e Flávio Bolsonaro, em junho. O conflito envolveu divergências sobre palanques eleitorais e acusações de desrespeito político, expondo um racha no núcleo bolsonarista em meio às articulações para as eleições.
Na época, surgiram rumores de que Michelle poderia substituir Flávio Bolsonaro na corrida presidencial, já que o primogênito de Jair Bolsonaro perdia força nas pesquisas em meio a escândalos de corrupção e ao envolvimento com o caso Banco Master.
No entanto, pesquisa Atlas/Bloomberg, realizada após a divulgação do vídeo em que Michelle criticou o enteado, mostrou que 81,9% dos eleitores que votaram em Jair Bolsonaro em 2022 preferem Flávio como candidato do bolsonarismo à Presidência. Apenas 14,7% apontaram Michelle como a melhor opção.
O levantamento ouviu 4.999 eleitores entre 26 e 30 de junho, por meio de recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de um ponto percentual e o nível de confiança, de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04582/2026.
A candidatura ao Senado marca um novo rumo na carreira política de Michelle Bolsonaro. Seu marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro, cumpre pena após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal por tentativa de golpe de Estado.
