A Fundação Perseu Abramo completa trinta anos em 2026. São trinta anos, com horas, minutos e dias repletos de questionamentos e buscas por respostas, debates e polêmicas, debates e propostas, debates e soluções. No seu nascimento, em 5 de maio de 1996, e isso nos relembra o presidente Lula, em seu artigo nesta edição especial da revista Teoria e Debate, era grande a expectativa por um espaço de discussão, mas também de formulação, formação, elaboração e, por que não?, de aglutinação de muitas gentes do Brasil e do mundo.
São 30 anos de orgulho para todos nós, mas também de muita responsabilidade. A Fundação Perseu Abramo se constitui hoje como a casa do pensamento brasileiro, pensamento esse que se organiza com base em princípios muito bem direcionados, muito nítidos. O nosso programa, nosso Manifesto e o Partido dos Trabalhadores vêm, ao longo desse tempo, inspirando a produção de conhecimento que a Fundação realiza, seja refletindo elementos importantes na conjuntura, nas relações sociais, mas também em relação à economia, à cultura do Brasil, à memória e à história política de nosso país.
A missão da instituição, que teve sua formulação pensada e organizada pelo jornalista Perseu Abramo a pedido da direção nacional do Partido dos Trabalhadores. Na página 8, o presidente Lula fala também sobre essa missão e expectativa: “Parece que foi ontem, tão clara é a lembrança da expectativa de todos nós com a construção de um espaço dedicado à pesquisa, aos estudos, debates, reflexão e proposições sobre as grandes questões nacionais”.
E nesta longa trajetória não foram poucos os desafios, tampouco as conquistas e a consolidação da instituição, respeitada pelo petismo em geral, mas também pelo mundo acadêmico, de onde surgiram ideias e encaminhamentos que possibilitaram criar o Centro de Documentação e Memória, a Editora FPA, o Núcleo de Pesquisas ou o Núcleo Internacional e tantas outras áreas importantes para que os debates ocorressem, que estudos fossem feitos, que dados fossem apurados e propostas pudessem então ser construídas, com apoio da militância, dirigentes, estudiosos e parceiros do campo progressista em geral.
Uma instituição pensada e criada para ser uma casa do saber, da difusão do conhecimento, da formulação de propostas e da curiosidade para projetar alternativas ao mundo que vivemos e ao que queremos construir para as gerações futuras não faz isso tudo sozinha. E por isso nos alegra e orgulha muito durante esses anos todos termos contado com o apoio e colaboração de tantos e tantas, de todas as regiões do Brasil e de outros continentes. Nosso Conselho Curador, que aglutina representantes de variadas regiões e áreas do conhecimento, reforça essa ideia: aglutinar, repensar, discutir, elaborar e soltar pelo mundo propostas e projetos no sentido de realmente mudar e melhorar a vida em nosso país.
Na página 15, a presidenta do Conselho Curador, Eleonora Menicucci, em seu artigo, conta a trajetória deste órgão, “uma instância de consulta e decisão que atua coletivamente e trabalha em permanente colaboração com a diretoria, para que as propostas debatidas e aprovadas sejam implementadas”.
O marco dos 30 anos da FPA representa para todos nós motivo de renovar nossos compromissos com a base militante para continuar oferecendo a ela uma produção muito responsável, que reflita a realidade brasileira e, sobretudo, apresente alternativas para que consigamos entregar um conteúdo de qualidade que aprimore ainda mais a sua incidência junto à nossa base e à sociedade.
Brenno Almeida, presidente interino da Fundação Perseu Abramo
