No dia 28 de abril de 2017, tivemos uma greve geral contra as reformas trabalhistas e da previdência social com a adesão de 35 milhões de pessoas. A greve contou com a mobilização das centrais sindicais, movimentos populares e partidos políticos, mostrando que é possível reverter o quadro de queda de perda de direitos trabalhistas e sociais, assim como fez o MTST em fevereiro de 2017, por meio de uma ocupação que obrigou o governo Temer a rever sua posição que restringia o acesso a moradias populares.
Historicamente, o acesso a habitação sempre teve laços estreitos com o processo de urbanização brasileiro, que excluiu do direito a moradia a parcela mais pobre da população. O Programa Minha Casa Minha Vida (PMCMV), implementado nos governos Lula e Dilma, surgiu com objetivo de reduzir o déficit habitacional ao facilitar a obtenção de moradia para as famílias de baixa renda. Entre 2008 e 2016, o programa chegou a contratar mais de quatro milhões de novas moradias no país.
Em fevereiro de 2017, o governo golpista de Temer anunciou a descontinuidade da faixa 1 do PMCMV voltada as faixas de renda mais baixas (até 1.800 reais). O fato gerou uma série de manifestações lideradas pelo Movimento do Trabalhadores Sem Teto (MTST), incluindo um acampamento em frente ao escritório da presidência da república na Avenida Paulista em São Paulo/SP.
O governo golpista não resistiu à pressão dos movimentos de moradia e teve de voltar atrás em sua decisão. Após 22 dias de ocupação dos sem-teto na Avenida Paulista, anunciou a continuidade do programa e se comprometeu a contratar 170 mil novas moradias na faixa 1. Nenhum direito a menos!