A psicanalista apresenta o aumento das depressões nos dias de hoje como um sintoma social, um sinalizador do “mal-estar na civilização”. Apresenta os depressivos como sujeitos de um grupo incômodo para a ordem estabelecida, pois faz afundar a “nau dos bem-adaptados ao século da velocidade, da euforia, da saúde, do exibicionismo e, como já se tornou chavão, do consumo generalizado”. O conjunto de ensaios aborda ainda a relação subjetiva dos depressivos com o tempo, que a autora chama de temporalidade, e a clínica das depressões do ponto de vista da psicanálise.
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