Presidente nacional do partido, Edinho afirma que o enfrentamento à extrema direita exige militância formada, atuação cotidiana nos territórios e capacidade de disputar sentimentos e valores no debate público

Edinho Silva, presidente nacional do PT

O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva, afirmou que o fortalecimento do partido não se resume ao crescimento formal da filiação. “Só filiar não é suficiente”, disse, ao defender que o PT invista de forma consistente na formação política de seus quadros e na atuação cotidiana junto à sociedade.

Segundo Edinho, a política contemporânea deixou de ser apenas um espaço de debate racional de propostas e passou a ser atravessada por sentimentos, frustrações e experiências individuais. “A opinião pública hoje se move por sentimentos”, afirmou, ao analisar como a extrema direita conseguiu ocupar esse terreno, transformando medo e ressentimento em capital político.

Para o dirigente, a ausência de formação política abre espaço para discursos simplificadores e para a captura do debate público por narrativas antipolíticas. A resposta, afirmou, não passa por soluções imediatistas, mas por diálogo direto, escuta permanente e presença nos territórios.

Edinho defendeu que o partido fortaleça lideranças locais e retome o contato cotidiano com a população, criando vínculos que não dependam exclusivamente do calendário eleitoral.

Edinho também ressaltou que a disputa política se dá no dia a dia, nos bairros, nas cidades e nos estados, e não apenas nas campanhas. Para ele, enfrentar a extrema direita exige que o PT esteja presente onde as pessoas vivem, trabalham e se informam, disputando valores e sentidos de forma contínua. A formação política, nesse contexto, aparece como instrumento central para sustentar o projeto do partido e sua capacidade de diálogo com a sociedade.