A aliança que oficializou Lula e Alckmin reúne, desde o primeiro turno, PT, PCdoB, PV, PSB, PSOL, Rede e PDT. Segundo o histórico organizado pelo PT, é a primeira vez desde a eleição presidencial de 1989 que as sete siglas classificadas como de esquerda e centro-esquerda chegam unidas em torno de uma única chapa já no início da campanha.
A relação entre essas forças passou por disputas e alianças ao longo de quase quatro décadas. Leonel Brizola, fundador do PDT, concorreu contra Lula em 1989 e 1994, antes de ser candidato a vice em sua chapa em 1998. Nas eleições seguintes, PSOL, PDT, PV, PSB e Rede apresentaram candidaturas próprias em diferentes momentos, mesmo quando parte do campo apoiava o PT.
Em 2022, PT, PCdoB, PV, PSB, PSOL e Rede apoiaram a chapa Lula-Alckmin desde o primeiro turno, enquanto o PDT concorreu com Ciro Gomes. A entrada do partido na aliança de 2026 elimina essa divisão na largada e amplia as estruturas partidárias e os palanques associados à candidatura.
O contraste mais imediato ocorre com Flávio Bolsonaro. Oficializado pelo PL em 25 de julho, o senador iniciou a campanha sem candidato a vice e sem uma coligação anunciada. O quadro ainda poderá sofrer ajustes até o fim do prazo para as convenções, em 5 de agosto.
