Conflito em Gaza se agrava com uso de armas termobáricas e violação do cessar-fogo; mortos e desaparecidos podem passar de 70 mil

Uma investigação da Al Jazeera revelou o uso por Israel de armas termobáricas e térmicas, fornecidas pelos Estados Unidos, na guerra contra Gaza, que geram temperaturas superiores a 3.500°C e incineram corpos humanos quase por completo. Desde o início do conflito em outubro de 2023, equipes de Defesa Civil em Gaza registraram 2.842 palestinos que desapareceram sem deixar restos mortais, um fenômeno descrito como “evaporação”.

As munições, como as bombas MK-84, BLU-109 e GBU-39, produzem explosões com calor extremo e ondas de pressão que destroem tudo em seu alcance, incluindo corpos humanos. Especialistas e advogados internacionais classificam o uso dessas armas como crime de guerra, destacando a responsabilidade dos países fornecedores, como os EUA e as nações europeias.

Apesar de ordens da Corte Internacional de Justiça e mandados de prisão contra líderes israelenses, a violência e o bloqueio continuam, agravando a crise humanitária. Familiares das vítimas relatam o sofrimento de não poder enterrar seus mortos, que literalmente “evaporaram” durante os ataques.

Ataques de Israel em Gaza persistem mesmo com cessar-fogo

Pelo menos 24 pessoas morreram em Gaza na última semana, após um ataque no dia 5/02, em meio a novos confrontos entre Israel e o Hamas, que trocaram acusações de violação do cessar-fogo vigente. O episódio marca uma escalada da violência na região, que já enfrenta uma grave crise humanitária.

Segundo o Euronews, os ataques aéreos israelenses atingiram áreas densamente povoadas, causando vítimas civis, enquanto o Hamas disparou foguetes contra territórios israelenses. Ambas as partes se acusam mutuamente de violar o acordo de trégua.

De acordo com as autoridades em Gaza, 556 palestinos foram mortos desde que o cessar-fogo entrou em vigor. Os constantes ataques aéreos  de Israel ameaçam o cessar-fogo mediado pelos EUA, que entrou em vigor em 10 de outubro. O exército israelense afirma que quatro soldados foram mortos desde o início do cessar-fogo.

Segundo o Ministério da Saúde palestino, o número de mortos na Faixa de Gaza ultrapassou 70 mil enquanto equipes de resgate continuam a recuperar corpos dos escombros.