Ex-diretor da Siemens acusa alta cúpula do governo tucano de recebimento de propina.

 

 
Ex-diretor da Siemens acusa alta cúpula do governo tucano de recebimento de propina: O ex-diretor da Siemens, Everton Rheinheimer, prestou depoimento à Polícia Federal em um acordo de delação premiada (em troca de uma pena menor) e confirmou o envolvimento de políticos ligados à cúpula do governo paulista no esquema de pagamento de propina de sua ex-empresa. O esquema de corrupção apontado por Rheinheimer se tratava do pagamento de propina para integrantes do governo paulista em troca da garantia de vitória da Siemens em concorrências na área de metrôs e trens, um esquema que pode ter causado prejuízos bilionários ao estado de São Paulo. Em seu depoimento, o ex-diretor citou os nomes de Edson Aparecido (PSDB), Rodrigo Garcia (DEM), Arnaldo Jardim (PPS) e Campos Machado (PTB) como alguns dos recebedores de propina do esquema criminoso protagonizado pela Siemens. Por envolver parlamentares federais, a Justiça de São Paulo enviou o processo para o STF, que deve conduzir as investigações a partir de agora.
Comentário: Apesar de este escândalo envolver a alta cúpula do governo demotucano paulista, ele não vem recebendo a devida cobertura investigativa por parte de diversos veículos de comunicação. O tamanho do prejuízo aos cofres públicos é maior do que qualquer esquema de corrupção revelado nos últimos tempos, além de envolver diretamente a alta cúpula do governo do Estado mais rico da Nação. O desgaste político, no entanto, deve crescer conforme as acusações avancem e novas provas e depoimentos surjam. Resta saber como o STF tratará o tema, que pode afetar diretamente o desempenho eleitoral do PSDB em um ano que, em tese, deve ocorrer o julgamento do “mensalão do PSDB” de Minas.

Vendas no varejo crescem em outubro e mantém trajetória de expansão: As vendas no comércio varejista apresentaram novamente crescimento no mês de outubro, quando registraram alta de 0,2% em relação a setembro. Esse é o oitavo mês consecutivo de alta, apesar de representar a menor taxa de crescimento mensal desde março, quando o avanço foi de 0,1%. Em setembro, o crescimento das vendas no varejo haviam sido de 0,5%. No ano de 2013 até outubro, a expansão do setor já soma 4%, sendo 4,5% de crescimento no acumulado de doze meses. Já o rendimento total do setor apresentou expansão mais vigorosa: 0,7% em outubro e 11,8% no acumulado do ano, sendo 11,9% no acumulado de doze meses. Caso se inclua as vendas de veículos, peças e materiais de construção (o chamado “varejo ampliado”) o volume de vendas cresceu 1,8% em outubro e a arrecadação nominal teve alta de 2,3%. Este crescimento mais expressivo do varejo ampliado reflete o crescimento vigoroso na venda de veículos e motos, que avançaram 6,2%.

Comentário: O avanço do varejo, mesmo que em patamares menores do que o observado em anos anteriores, ainda é um dos importantes motores do crescimento econômico. Mesmo com o arrefecimento nas taxas de crescimento da demanda atuais, ainda é possível se observar o fenômeno do “vazamento” do crescimento, ou seja, um crescimento da demanda interna acima do crescimento da oferta de produtos pela indústria doméstica, o que significa que boa parte do crescimento de nossa demanda vem sendo atendida por produtos importados. A manutenção de taxas elevadas de crescimento do consumo nos próximos anos é fator fundamental para acelerar a taxa de crescimento do PIB, pois é condição necessária (mas não suficiente) para incentivar o investimento empresarial. Para aproveitarmos as oportunidades que o crescimento da demanda nos oferece, é necessário incentivar os investimentos produtivos privados, garantindo condições de concorrência ao produto nacional através da manutenção da taxa de câmbio em patamares desvalorizados e da redução nos custos de produção. Neste último tópico, salienta-se a importância da melhoria na oferta de infraestrutura logística, foco central de atuação do atual governo, que vem avançando na área de infraestrutura através dos bem-sucedidos leilões e parcerias nas rodovias, ferrovias, portos e aeroportos.
Análise: Guilherme Mello, Economista
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