O candidato à presidência da República pelo PT, Fernando Haddad, recebeu apoio de dois partidos para a campanha eleitoral do segundo turno, que disputará com o deputado Jair Bolsonaro. O PSB havia ficado neutro nacionalmente no primeiro turno, embora vários governadores tenham feito campanha para Haddad, e o Psol tinha como candidato Guilherme Boulos.
O PSB aprovou nesta terça-feira uma resolução que defende o apoio a Haddad e a entrega de diretrizes programáticas mínimas que o partido considera necessárias para a “realização de um governo efetivamente democrático e popular”. Entre as propostas estão planejamento de curto, médio e longo prazo para investimentos nacionais massivos em ciência, tecnologia e inovação, uso de energias limpas para aproveitamento do potencial energético nacional, recuperação e ampliação da infraestrutura nacional, além do fortalecimento da economia criativa e das micro e pequenas empresas. A resolução também aponta como “essenciais para combater ameaças que têm recorte e natureza fascista”, a “defesa intransigente da pluralidade, da diversidade e da defesa da igualdade entre homens e mulheres; a defesa de minorias; os embates em torno das questões que envolvam gênero, orientação sexual, raça e etnia.”
Já o apoio do Psol trouxe a incorporação de propostas ao plano de governo da chapa Haddad e Manuela como a punição para empresas que pagam menor salário para mulheres em relação a homens que exercem a mesma função, combate ao auxílio moradia nos Três Poderes e revisão das desonerações fiscais para o empresariado, plano de construção de moradias populares por gestão direta de entidades e demarcação de todas as terras indígenas e regularização dos quilombolas. O PDT de Ciro Gomes ainda não anunciou seu posicionamento, mas o terceiro colocado nas eleições já adiantou que “Ele Não, sem dúvida”.
