A Advocacia-Geral da União pediu nesta terça-feira, 8 de setembro, em caráter de urgência, que o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, suspenda a decisão que afastou Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal. O pedido de suspensão de liminar foi assinado pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, e por integrantes da direção do órgão.
A AGU sustenta que a medida tomada por André Mendonça provoca “grave lesão à ordem pública e administrativa” e “viola frontalmente” a prerrogativa do presidente da República de prover e desprover os cargos de direção da PF. Também argumenta que a retirada imediata do chefe da corporação pode comprometer a estabilidade e o funcionamento do órgão.
Outro ponto da manifestação é o caminho processual adotado. Para a AGU, a controvérsia sobre os relatórios de inteligência já estava submetida a Fachin na Petição 16.704, na qual haviam sido solicitados esclarecimentos. Segundo o órgão, a dimensão institucional do conflito exige análise do plenário do Supremo.
Antes do protocolo, Fachin recebeu Jorge Messias e o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva. A reunião ocorreu na tarde de terça-feira e não teve pauta divulgada oficialmente. Ao deixar o encontro, Messias classificou a conversa como institucional e republicana.
A AGU pede o retorno de Andrei ao cargo até que o plenário do STF decida sobre a validade do afastamento. Até o fechamento desta edição, Fachin ainda não havia analisado a solicitação.
