Irã busca no Catar acordo sobre ativos congelados e bloqueio no Estreito de Ormuz

Uma delegação de alto nível do Irã esteve no Catar para negociar a liberação de ativos congelados e um entendimento sobre o bloqueio no Estreito de Ormuz, uma das rotas mais sensíveis para o transporte global de petróleo e gás. Segundo a Euronews, participaram das conversas o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, o chanceler Abbas Araghchi e o chefe do banco central, Abdolnaser Hemmati.

De acordo com a reportagem, as tratativas envolvem dois pontos centrais: a questão do urânio altamente enriquecido e a liberação de recursos iranianos retidos no exterior. A Euronews informa que, segundo a agência estatal iraniana Fars, Washington teria concordado em desbloquear parte desses ativos em troca do afrouxamento das restrições em Ormuz e do fim do bloqueio naval a embarcações com destino a portos iranianos. O valor em discussão, porém, permanece incerto: parte da imprensa internacional fala em US$ 6 bilhões, enquanto autoridades iranianas mencionam US$ 12 bilhões.

Eleições locais na Itália viram novo teste político para Giorgia Meloni

Mais de 6 milhões de italianos foram às urnas nas eleições municipais que renovam prefeituras e conselhos locais em cerca de 700 municípios, incluindo Veneza e 15 capitais provinciais. Segundo a Euronews, a votação é vista como o último grande teste eleitoral antes da disputa nacional prevista para 2027.

A reportagem destaca que o pleito ganhou peso político após a derrota de Giorgia Meloni no referendo sobre a reforma da Justiça, em março. Para a Euronews, o resultado pode tanto reforçar a base da coalizão de direita quanto acender um novo sinal de alerta para o governo, ao mesmo tempo em que mede a capacidade das forças progressistas de construir uma alternativa unificada para os próximos anos.

O texto aponta, ainda, que as disputas mais relevantes se concentram nos municípios com mais de 15 mil habitantes, onde centro-direita e centro-esquerda tentam retomar ou preservar redutos importantes. Em cidades como Veneza e Reggio Calabria, o desempenho das coalizões pode ajudar a definir quem sai politicamente fortalecido dessa rodada eleitoral, marcada também por comparecimento inicial inferior ao da eleição anterior, de acordo com a Euronews.

Europa enfrenta calor recorde em maio sob efeito de “cúpula de calor”

A Europa entrou em uma nova onda de calor fora de época, com temperaturas recordes para maio impulsionadas por uma “cúpula de calor”, fenômeno atmosférico que aprisiona o ar quente e dificulta a formação de nuvens e a circulação vertical da atmosfera. Segundo a Euronews, o avanço dessa massa de alta pressão elevou as temperaturas entre 12°C e 16°C acima das médias climáticas em partes do continente.

A reportagem informa que países do sul e do sudoeste europeu, como Portugal, Espanha e França, podem registrar máximas de até 38°C, enquanto áreas do norte, como Alemanha e Reino Unido, também podem superar os 30°C. De acordo com a Euronews, o fenômeno difere de uma onda de calor convencional: trata-se de um sistema de alta pressão persistente que comprime o ar, eleva as temperaturas e aumenta o risco de seca e incêndios.

A matéria destaca ainda que esses episódios estão se tornando mais frequentes e precoces. Citada pela Euronews, a meteorologista Ioanna Vergini, da WFY24, resume a mudança: o que antes era típico de julho já chega em meados de maio. Para a publicação, o avanço das mudanças climáticas vem prolongando o verão europeu nas duas pontas do calendário e tornando o calor extremo uma presença cada vez mais constante no continente.

Bolívia aprofunda crise política, com protestos, desabastecimento e pressão sobre Rodrigo Paz

A crise política e social na Bolívia se agravou nas últimas semanas, com bloqueios de estradas, escassez de alimentos, combustível e medicamentos e um aumento da pressão pela renúncia do presidente Rodrigo Paz. Segundo a Al Jazeera, os protestos começaram a partir de pautas setoriais — como reivindicações salariais, críticas à alta do custo de vida, reclamações sobre combustível contaminado e rejeição a mudanças na legislação fundiária —, mas evoluíram para uma contestação mais ampla do governo.

A tensão se concentra principalmente em La Paz e El Alto, onde bloqueios e confrontos vêm afetando a rotina urbana e o abastecimento. A Al Jazeera destaca que parte da insatisfação vem de setores populares, indígenas e sindicais que apoiaram Paz na eleição, mas hoje se dizem excluídos de seu governo e traídos por uma agenda vista como mais próxima das elites empresariais, com medidas como cortes de subsídios, aproximação ao FMI e mudanças econômicas por decreto.

Em meio à escalada da crise, Paz anunciou o corte de 50% no próprio salário e nos vencimentos de seus ministros. De acordo com a Reuters, o presidente afirmou que a medida visa demonstrar “compromisso com o país”. O gesto, porém, ocorre quando a Bolívia entra na quarta semana de protestos, sem sinal claro de pacificação e com o governo dividido entre negociar com setores sociais e reprimir ações que classifica como ataques à democracia.

França barra entrada de ministro israelense de extrema direita após episódio com ativistas pró-Gaza

A França proibiu a entrada em seu território do ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, numa decisão anunciada pelo chanceler Jean-Noël Barrot e vinculada à reação francesa ao tratamento dado por autoridades israelenses a ativistas de uma flotilha com destino a Gaza. Segundo a France 24, a medida foi tomada após Ben-Gvir divulgar um vídeo em que aparece provocando ativistas detidos pelas forças de segurança israelenses.

A reportagem informa que o governo francês também pediu, em articulação com a Itália, que a União Europeia impusesse sanções ao ministro. A atitude do ministro israelense e as agressões sofridas pelos ativistas geraram forte reação internacional, especialmente após denúncias de ativistas que afirmam ter sido agredidos e abusados durante a detenção, após a interceptação da embarcação por forças navais israelenses em águas internacionais.

De acordo com a France 24, até mesmo o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, criticou a conduta de Ben-Gvir, classificando-a como incompatível com os valores e normas de Israel. A decisão francesa amplia a pressão diplomática sobre a atuação do ministro, um dos nomes mais radicais do atual governo israelense, em meio ao agravamento das tensões em torno da guerra em Gaza.