O governo quer iniciar as discussões sobre o texto da Reforma da Previdência na próxima quinta- feira (14), após nova rodada de conversas do governo com sua base. O objetivo do Planalto é ter um quadro real do apoio que terá para tentar abrir votação do texto no Congresso na próxima semana.

PMDB e PTB fecharam questão em favor da reforma na semana passada. O PPS fez o mesmo no fim de semana, e a expectativa é que o PP também tome essa decisão. Já o PSDB, que no último sábado (09-12) elegeu seu novo presidente, Geraldo Alckmin, e desembarcou da base, vai ouvir os deputados da bancada esta semana para tomar uma decisão. Alckmin, pessoalmente é a favor do fechamento da questão. O DEM, do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, não decidiu se fechará questão em torno da matéria. Maia afirma que “O DEM vai garantir, como garantiu em todas as votações de reformas importantes, a sua grande maioria” e deve conseguir convencer em torno de 25 dos 28 deputados do partido.

Em outra tentativa, Temer se reuniu na última segunda-feira (11-12) com ministros do Planejamento, Dyogo Oliveira, da Integração Nacional, Helder Barbalho, e das Cidades, Alexandre Baldy, além de dois representantes do alto escalão do Ministério da Saúde, e pediu revisão nos orçamentos dos ministérios para liberar mais recursos para emendas parlamentares, que serão negociadas em troca de mais votos pela reforma.

Paralelamente, Temer recebe nesta terça-feira (12) um grupo de 150 empresários, compostos por Membros da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic) e da Sinduscons (sindicatos da construção civil), que atendendo a seu apelo, estão dispostos a tentar convencer diretamente os deputados a votarem a favor da reforma. Além de e-mails, telefonemas e mensagens por celular, pretendem agora visitar pessoalmente os parlamentares indecisos e os das frentes parlamentares que representam seus segmentos para pressioná-los. Outros setores do empresariado começam a aderir, como representantes da indústria química e da indústria de máquinas e equipamentos.

O deputado Beto Mansur (PRB-SP), que assume nessa quinta feira (14) a Secretaria de Governo no lugar de Antonio Imbassahy (PSDB-BA), apresenta cálculos que ainda há cerca de cem deputados indecisos sobre a reforma da Previdência, mas acredita que no próximo ano será pior. Levantamento feito pelo jornal O Estado de S.Paulo aponta que até o momento 64 deputados disseram que vão votar sim, 227 se declaram contrários e 108 dos 512 deputados ainda estão indecisos em relação ao texto da Reforma da Previdência.