A memória do golpe de 1964 e a ditadura militar no Brasil, que completou 62 anos nesta semana, não se preserva sozinha, ela precisa ser disputada, registrada e transmitida até os dias de hoje. É nesse terreno que a editora da Fundação Perseu Abramoorganiza e disponibiliza uma série de livros que atravessam diferentes linguagens para enfrentar o apagamento histórico do golpe de 1964 e dos anos de chumbo.
Entre ensaios, testemunhos, biografias e literatura, as obras reunidas pela editora da FPA expõem a violência do regime, revelam os mecanismos da repressão e, sobretudo, resgatam as trajetórias de quem resistiu.
Mais do que documentos históricos, são narrativas que ajudam a compreender por que a ditadura segue sendo um tema central no debate político brasileiro.
Tradicionalmente associado ao dia 31 de março, o golpe que instaurou o regime também é situado por parte da historiografia e dos movimentos de memória no 1º de abril, data que explicita o caráter fraudulento da ruptura democrática. Mais de seis décadas depois, revisitar esse período é também enfrentar tentativas recorrentes de relativização e esquecimento.
Livros para entender o golpe de 1964 e a ditadura militar no Brasil
Conheça e baixe os títulos




Versões e ficções – O sequestro da história (1997) reúne textos de autores que viveram ou acompanharam a repressão nos anos 1960 e 1970. A coletânea confronta versões oficiais e recupera experiências marcadas por medo, coragem e violência. Acesse aqui
Pau de arara: a violência militar no Brasil (2013), de Bernardo Kucinski e Ítalo Tronca, é uma das primeiras denúncias sistemáticas das práticas de tortura do regime, com repercussão internacional ainda nos anos 1970. Acesse aqui
Pesadelo: narrativas dos anos de chumbo (2019), de Pedro Tierra, transforma a vivência da prisão política em ficção, compondo um retrato sensível e contundente das marcas subjetivas da ditadura. Acesse aqui
Santo Dias – Quando o passado se transforma em História (2019) reconstrói a trajetória do operário assassinado pela repressão em 1979, evidenciando o papel da organização popular na resistência. Acesse aqui
Estação Paraíso (2023), de Alípio Freire, homenageia Aurora Maria Nascimento Furtado, militante torturada e morta pelo regime, reafirmando a memória como forma de enfrentamento. Acesse aqui
Todos os títulos estão disponíveis gratuitamente no site da Fundação Perseu Abramo nos links acima.
