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FMI: regulação do mercado de trabalho não afeta produtividade
Recente relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI), a ser publicado na terça-feira, dia 14, mas já parcialmente disponível online, estuda o efeito de reformas estruturais no crescimento da produtividade nos países do G20.
Utilizando estimações econométricas, o estudo mostra que os maiores ganhos de produtividade estão associados com investimentos em pesquisa e desenvolvimento e em tecnologias de informação e comunicação. O estudo também indica que investimentos em infraestrutura também tem um impacto positivo na produtividade no longo prazo. No entanto, segundo o estudo, a regulação do mercado de trabalho não tem efeitos estatisticamente significantes na produtividade total, ou seja, não afeta a produtividade das economias analisadas positiva ou negativamente.
O resultado da pesquisa contraria as próprias recomendações do FMI ao longo dos anos, dado que a organização é conhecida pelo apoio à implementação de políticas neoliberais ao redor do mundo e das quais fazem parte justamente as recomendações para a flexibilização do mercado de trabalho como forma de geração de empregos, crescimento da produtividade e do PIB.
Considerando tal histórico do FMI e, em tempos de discussão sobre o PL 4.330/2004, que reduz a proteção trabalhista no Brasil ao ampliar as possibilidades de terceirização, tal resultado representa um apoio à luta dos trabalhadores pela garantia de direitos.
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