Recente relatório do banco Credit Suisse (“Global Wealth Report 2017”) mostra que a desigualdade continua a aumentar no mundo, com maior concentração da riqueza entre os 1% e 5% mais ricos do mundo, em especial após a crise de 2008.
O relatório mostra que, desde a eclosão da crise mundial em 2008, o crescimento da riqueza mundial tem sido mais lento, sendo 9,5% por ano antes da crise e 4,5% após a crise se medida em dólares. Se medida em moedas domésticas (considerando a taxa de câmbio estável em relação ao dólar), a riqueza mundial cresceu ainda menos: 5,9% após a crise, contra 6,7% antes da crise.
Se a renda tem crescido mais lentamente, por outro lado se amplia a concentração: segundo outra medição (a lista da Revista Forbes), que começou a ser divulgada em 1987, inicialmente continha 145 bilionários, que somavam uma riqueza de USD 450 bilhões. Corrigindo o mínimo de USD 1 bilhão a preços de 1987 para 2013 (o que seria USD 2 bilhões), a lista em 2013 conteria 750 bilionários, somando uma riqueza de USD 4,5 trilhões a preços de 1987.
Comparando com os dados do Credit Suisse, encontra-se que se em 2000 grande parte (97%) dos milionários do mundo estava concentrada nos países de alta renda, desde então começou a crescer o número de milionários em outras partes do mundo e hoje há três vezes mais milionários no mundo que havia em 2000.
As regiões com as maiores rendas (como América do Norte, Europa e Ásia-Pacífico sem China e Índia) continuam concentrando 84% da riqueza global em meados de 2017, mas o relatório chama a atenção para a velocidade do crescimento da riqueza na Índia e na China.
