Como infelizmente já era de se esperar, o desmatamento na Amazônia cresceu em agosto de 2019 em relação ao mesmo mês de 2018. O substancial aumento de 222% revela que neste mês foram desmatados 1.701km2, área maior do que a da cidade de São Paulo, que possui 1.521km2. Os dados são do sistema Deter, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
A média de crescimento do desmatamento em 2019 é 91% superior ao mesmo período do ano passado. No entanto, em consequência da consolidação das práticas ambientais do novo governo, foram nestes últimos meses que este crescimento tornou-se exponencial, superando os 200% de crescimento em julho e agosto.
Vale lembrar que o ano de referência destas comparações, 2018, não foi um período de desmatamentos moderados, pois apresentou crescimento de 8% em relação a 2017, e que o mês de setembro de cada ano costuma ser o período mais propício a queimadas naturais, por ser o mais seco do ano na região. Isto acende um alerta, de que devem aumentar ainda mais as queimadas neste mês, e reforça outro, de que este aumento excessivo do desmatamento em períodos anteriores ao esperado foi fruto de queimadas intencionais.
Resta agora torcer para que fatores como ameaças de boicote comercial internacional, declarações de setores econômicos nacionais que já sentem ou vislumbram consequentes prejuízos, pressão da opinião pública e queda acentuada da popularidade do presidente, façam com que o governo atue de fato contra a origem destes desmatamentos. Uma vez que fatores humanitários e de destruição da natureza parecem não ter sido suficientes.
