A crise climática se impõe a todos, no Brasil e no mundo. A perspectiva nefasta apontada com grande confiança estatística pelos principais órgãos científicos e acadêmicos do mundo, como o Painel Intergovernamental pelas Mudanças Climáticas da ONU, sobrepõe – em caráter técnico – a urgência do tema à outras agendas, seja no nível local, regional ou global. No entanto, o processo político da convivência em sociedade humana, por mais que tenha aumentado seu nível de engajamento diante dos desafios, ainda está aquém do necessário – especialmente em nosso país.

Devido à conjuntura histórica que a atual legislatura e governo federal se encontram, a força menos perceptível hoje é a de uma visão progressista para o enfrentamento climático – devido as alianças necessárias para conquistar o governo. Embora alguns atores construam significativos trabalhos na agenda, o principal aspecto dos integrantes nas duas casas legislativas – e do próprio governo federal – é o de barrar as atrocidades ambientais.