Na quarta-feira (21), Bolsa de Valores de São Paulo, Ibovespa, teve a maior alta desde 2023, fechando perto de 172 mil pontos e opera em alta na quinta-feira (22)

O mercado financeiro brasileiro registrou forte valorização nesta quarta-feira (21), em um movimento atribuído ao alívio de tensões externas e ao aumento do apetite por risco. O índice Ibovespa fechou o dia em 171.817 pontos, alta de 3,33% — maior avanço diário desde abril de 2023 — e renovou recordes ao longo do pregão, com volume financeiro de R$ 43,3 bilhões, bem acima da média diária do ano, evidenciando o aumento do apetite por risco.

O Ibovespa opera em forte alta nesta quinta-feira (22) e, no início do pregão, renovou sua máxima diária ao atingir 177.741,56 pontos. O patamar representa um avanço superior a 3% em relação ao fechamento da véspera e marca o segundo dia consecutivo de valorização expressiva, com recordes sucessivos na Bolsa brasileira.

Após tocar o pico, o índice reduziu levemente o ritmo e passou a sustentar ganhos pouco abaixo de 3%, orbitando na faixa de 176,9 mil pontos. O desempenho do dia é liderado pelo setor financeiro — de maior peso na composição do Ibovespa —, com ações de grandes bancos como Itaú e Bradesco subindo em torno de 3% e impulsionando o movimento.

Entre os melhores desempenhos estão a Vale e Petrobras, embora com avanço mais moderado, abaixo de 2%, contribuindo para a alta, mas sem o mesmo ímpeto observado nos papéis do setor bancário.

Acumulado positivo e dólar em queda

Em 2026, o Ibovespa acumula alta de 6,6%, com entrada líquida de R$ 7,6 bilhões de investidores estrangeiros até a metade de janeiro.

No mercado de câmbio, a moeda estadunidense está no menor nível desde 4 de dezembro e caiu 3,06% em 2026. O dólar à vista caiu R$ 0,061 (-1,1%,) fechando em R$ 5,321.

Segundo a reportagem da Agência Brasil, a intensificação do movimento ocorreu à tarde, após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que sinalizaram recuo em relação a discursos mais agressivos sobre tarifas em relação à União Europeia e ao descartar o uso da força em disputas geopolíticas envolvendo a Groenlândia. 

Além da percepção externa mais favorável, dados do Banco Central indicaram entrada líquida de US$ 1,54 bilhão no país em janeiro até o dia 16, puxada pela via financeira. A reportagem destaca ainda que a queda nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA contribuiu para reduzir a pressão sobre o câmbio, ao estimular a migração de recursos para países emergentes. 

A liquidação extrajudicial do Will Bank, controlado pelo Banco Master, não alterou o humor do mercado, apesar de manter a atenção dos investidores. 

(Com informações da Agência Brasil e Ibovespa B3)