Presidente afirma que a vitória em 2026 dependerá menos do balanço técnico do governo e mais da capacidade de confrontar a desinformação e sustentar um discurso político coeso dentro e fora do partido

Para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a eleição de 2026 não será decidida apenas pelo desempenho do governo ou pelo balanço das políticas públicas. Ao contrário, será uma disputa política aberta, marcada pelo confronto direto com a extrema direita e pela capacidade de sustentar uma narrativa clara junto à sociedade.
“Essa eleição vai ser uma guerra”, afirmou, ao alertar para o ambiente de radicalização e desinformação que atravessa o debate público.
Lula destacou que a extrema direita atua de forma organizada, explorando frustrações sociais, medo e descrédito na política institucional. Segundo ele, o adversário opera “na mentira organizada”, ocupando o cotidiano das pessoas com versões distorcidas da realidade e ataques sistemáticos às instituições democráticas. Diante desse cenário, o presidente defendeu que o PT não subestime a disputa e atue de forma permanente, para além dos períodos eleitorais.
“O que vai ganhar essa eleição é a narrativa política”, disse Lula, ao cobrar do partido unidade discursiva e clareza na comunicação. Para o presidente, governar e comunicar são tarefas indissociáveis. As entregas do governo precisam ser transformadas em linguagem compreensível, capaz de dialogar com a vida concreta da população e disputar sentido com a extrema direita no mesmo terreno em que ela atua.
Ao insistir na centralidade da narrativa, Lula também apontou para um desafio interno: falar de forma coesa “por dentro e por fora” do partido. Para ele, a vitória eleitoral depende da capacidade de alinhar discurso, prática e presença pública, reforçando o vínculo com a sociedade e deixando claro quem está ao lado da maioria e quem atua contra seus interesses.
