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“Abandono” do ajuste fiscal e mercado de trabalho
Têm sido discutido nas Notas de Conjuntura os efeitos do ajuste fiscal adotado a partir de 2015 nos indicadores econômicos, em especial seu impacto no crescimento, no emprego e na renda.
No quesito mercado de trabalho em especial, o Brasil viveu nos anos 2000 um período de reestruturação, com queda da informalidade, do desemprego, melhoria sustentada da renda média do trabalhador. No entanto, o ano de 2015 marcou uma inflexão nessa tendência: por exemplo, os anos de 2015 e 2016 viram aumentar os índices de desemprego e até a queda da renda média do trabalhador, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), como já discutido em outras Notas FPA.
Assim, quando a grande mídia aponta que o governo estaria supostamente “abandonando o ajuste fiscal” e que isso seria um malefício, para além de verificar a veracidade da tal afirmação, é preciso problematizar também se o ajuste fiscal adotado até aqui, que representa corte de gastos em um contexto de recessão, não agrava a crise econômica e desfavorece a recuperação da renda e do emprego. Assim, é desejável alterar a política econômica a favor do emprego, da renda e do crescimento.
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