Artigo de Tereza Campello e Tiago Falcão faz um balanço dos resultados alcançados pelo Plano Brasil Sem Miséria
Ano 3 – nº 197 – 29 de julho de 2015
Pobreza no Brasil: resultados do Plano Brasil Sem Miséria
O Plano Brasil Sem Miséria, lançado em 2 de junho de 2011, se propôs a superar a extrema pobreza ao longo do primeiro mandato da presidenta Dilma. Artigo de Tereza Campello e Tiago Falcão, retirado do recém-lançado livro ‘O Brasil sem miséria‘, faz um balanço dos resultados alcançados, dos legados do Plano e da agenda que se abre.
Segundo os autores, quanto à redução da pobreza durante o primeiro mandato da presidenta Dilma, os dados referentes ao ano de 2014 ainda não estão disponíveis, o que impede ainda uma avaliação final. No entanto, quanto à dimensão da renda e tendo por parâmetro a linha de extrema pobreza do Plano Brasil Sem Miséria de R$ 70 mensais per capita, 3,1% da população do país estava nessa condição em 2013. A velocidade da queda da pobreza extrema caiu, segundo os autores, devido à dificuldade crescente de atendimento das necessidades da população mais pobre ainda excluída e à redução do ritmo de crescimento econômico em virtude da crise financeira internacional.
Outros resultados do Plano Brasil Sem Miséria estão sintetizados no quadro abaixo, retirado do artigo em questão, que mostram como o Plano superou todas as metas iniciais:
Resultados do Plano Brasil Sem Miséria até outubro de 2014
Ainda como questão positiva, os autores destacam uma redução da extrema pobreza em especial para grupos mais vulneráveis (nortistas e nordestinos, moradores do campo, negros e crianças), diminuindo também as disparidades. Esses resultados positivos também são confirmados, segundo os autores, pelo Índice Multidimensional de Pobreza (IMP) do Pnud, que leva em conta múltiplas privações utilizando três dimensões (educação, saúde e padrão de vida).
Os autores apontam que não se pode naturalizar ou negar resultados alcançados, mas também não se pode cair no risco de um “ufanismo exacerbado”: o Brasil, sendo um dos países mais desiguais do planeta, não virou ainda a página dos problemas sociais.
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