Fracassou a equivocada experimentação da reabertura das lojas nos principais shopping centers de São Paulo. Como detalhado em reportagem do jornal O Estado de São Paulo, a clientela não retornou, fenômeno que se repete em várias outras localidades do país.

Há relatos de vendas 90% inferiores à média pré pandemia, de faturamento diário de R$ 50, de três dias seguidos sem receitas, de atendimento só a funcionários das próprias lojas do centro comercial e de fechamento de 36 lojas de uma rede de 130.

As razões para isso ocorrer são evidentes. Para os consumidores de baixa renda, faltam recursos para compras além dos itens de subsistência; para as camadas médias, a incerteza quanto ao futuro leva à cautela no consumo e à poupança preventiva; o segmento de alta renda se supre via o comércio eletrônico.

Todos evitam o contato social desnecessário, em postura racional de minimização de riscos de contaminação.

As ilusões, a ganância e as pressões dos lojistas sobre prefeitos, governadores e veículos de comunicação - que levaram ao trágico relaxamento das normas de isolamento social - estão trazendo seus resultados negativos: mais prejuízos para os comerciantes e aumento do risco de expansão da Covid-19, principalmente entre os trabalhadores do comércio e das demais categorias envolvidas nas operações dos shoppings.

A reportagem do Estadão está acessível via
https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,com-shoppings-vazios-comerciantes-abrem-lojas-para-faturar-r-50-por-dia,70003361287