Em nota, fundação apresenta o contexto, os critérios e os procedimentos adotados na realização do curso em parceria com a Funcamp

Fundação Perseu Abramo esclarece parceria acadêmica em curso de extensão
Sede da Fundação Perseu Abramo, em São Paulo Foto: Sergio Silva/FPA

Procurada após menção à instituição em nota publicada na coluna Painel, da Folha de S.Paulo, a Fundação Perseu Abramo informou, por meio de nota, os critérios, o contexto e os procedimentos adotados na realização de um curso de extensão promovido ao longo de 2025.

Segundo a fundação, a formação integrou uma parceria inédita com a Funcamp, entidade ligada à Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e seguiu parâmetros acadêmicos e institucionais regulares.

Na nota, a Fundação Perseu Abramo esclarece que a participação do economista Paulo Gala ocorreu exclusivamente em caráter acadêmico, sem qualquer vínculo institucional ou financeiro com o Banco Master.

“O convite para ser um dos professores do curso nada tem a ver com o banco”, afirma a fundação, ressaltando que a aula ministrada “não favorece em nada a instituição” e que o docente recebeu o mesmo valor pago aos demais professores, conforme critérios definidos pela Unicamp.

A fundação também destaca que o curso “Desenvolvimento, Trabalho e Políticas Públicas” foi voltado à formação de dirigentes, militantes e filiados ao Partido dos Trabalhadores, em consonância com suas atribuições estatutárias, e que não existe qualquer conexão entre a FPA e o Banco Master, ao contrário do que foi sugerido na publicação.

A seguir, a nota é reproduzida na íntegra:

Nota de esclarecimento sobre a contratação de Paulo Gala para curso de Extensão

Economista-chefe do Banco Master e professor da FGV foi convidado para ministrar curso de extensão fruto de parceria entre a Fundação Perseu Abramo e entidade ligada à Unicamp

Nos últimos dias a Fundação Perseu Abramo foi mencionada em uma nota na Coluna Painel, do jornal Folha de S. Paulo em função de um curso de extensão realizado durante o ano de 2025. O curso em questão é fruto de uma parceria com a Funcamp, fundação de direito privado sem fins lucrativos ligada à Universidade Estadual de Campinas, que vende programas de extensão com aulas ministradas por professores da universidade, bem como pessoas oriundas de outras instituições e também do mercado. O nome do curso contratado pela FPA é “Desenvolvimento, Trabalho e Políticas Públicas”.

Em geral, a Fundação Perseu Abramo convida curadores para estruturar um determinado curso, contrata professores, grava as aulas e as publica em uma plataforma de aprendizagem à distância, totalmente online. Na maioria, os cursos são de graça. A parceria com a instituição ligada à Unicamp é inédita, assim como a cobrança pela participação no curso. Nesta formação, especificamente, foi cobrada mensalidade dos alunos inscritos. A formação teve limitação de vagas e foi voltada para dirigentes, militantes e filiados ao Partido dos Trabalhadores. Estatutariamente, uma das tarefas da FPA é formar os militantes e filiados ao PT.

Para ministrar o curso foram convidadas pessoas altamente gabaritadas, confira a lista de professores: Márcio Pochmann, Pedro Paulo Bastos, Elias Jabbour, Pedro Paulo Bastos, Denis Maracci, Liana Carleial, Pedro Rossi, Marcelo Proni, Magda Biavaschi, Andréia Galvão, Hugo Dias, Carlos Silveira, Marilane Teixeira, Ricardo Antunes, Patrícia R. Lemos, Pietro Borsari, Anselmo dos Santos, Euzébio Jorge, Bárbara V. Vazquez, Thaíssa W. Proni, Tereza Leitão, Mariana Jansen, Ana Flávia Marques, Verena Hitner, João Pedro Stédile, José Dari Krein, Juliana Moreira, Laís Abramo, Nabil Bonduki.

Entre os docentes, estava o economista Paulo Gala, reconhecido e reverenciado na comunidade acadêmica e entre economistas chamados desenvolvimentistas. Paula Gala é formado pela Universidade de São Paulo (USP), mestre e doutor em economia pela Faculdade Getúlio Vargas (FGV) e é professor da FGV. No entanto, ele também figurava como economista-chefe do Banco Master que, atualmente, está enrolado em um escândalo. O convite para ser um dos professores do curso “Desenvolvimento, Trabalho e Políticas Públicas” nada tem a ver com o banco, uma vez que a aula não favorece em nada a instituição e tão somente o economista Paulo Gala que recebeu o mesmo valor que os demais docentes. Valor este estipulado pela Universidade Estadual de Campinas. De forma que, diferente do que a Folha de S. Paulo tenta fazer crer, não existe qualquer conexão entre a FPA e o Banco Master.