Quem sente primeiro? Políticas públicas ampliam renda e reduzem desigualdades para quem mais precisa
Inflação controlada, alimentos mais baratos, emprego em alta e políticas voltadas a trabalho, renda, justiça tributária e proteção social reforçam a percepção de melhora entre famílias de baixa e média renda no início de 2026

Com informações da Agência Brasil, do Dieese, do IBGE e do Planalto
O início de 2026 consolida um cenário de melhora perceptível no cotidiano das famílias brasileiras, sobretudo entre aquelas mais expostas ao custo de vida. Indicadores oficiais apontam queda da inflação, redução do preço de alimentos, mercado de trabalho aquecido e a entrada em vigor de políticas públicas estruturadas para ampliar renda, reduzir desigualdades e fortalecer a proteção social. Trata-se de um desenho de governo que parte do princípio de que o crescimento econômico só se sustenta quando alcança quem historicamente ficou à margem.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o país encerrou 2025 com o IPCA acumulado em torno de 4%, patamar considerado controlado. Em balanços divulgados pelo Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem reiterado que a estabilidade de preços é um instrumento central de justiça social. “Quando a inflação cai, quem sente primeiro são os mais pobres, porque são eles que gastam quase tudo com comida, transporte e contas básicas”, afirmou o presidente em pronunciamento recente.
Esse movimento aparece de forma mais clara nos alimentos. Levantamentos do Dieese, divulgados pela Agência Brasil, indicam que a cesta básica ficou mais barata em todas as capitais brasileiras no segundo semestre de 2025.
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) atribui a queda ao aumento da produção, ao crédito agrícola e às políticas públicas de abastecimento. Em nota oficial, o presidente da Conab, Edegar Pretto, afirmou que “reduzir o preço dos alimentos é uma das formas mais diretas de combater a desigualdade”.
Emprego e renda como base da redução da pobreza
O mercado de trabalho reforça esse cenário. Dados do Novo Caged, divulgados pelo Ministério do Trabalho e reproduzidos pela Agência Gov, mostram que o Brasil encerrou 2025 com recorde de trabalhadores com carteira assinada e uma das menores taxas de desemprego da série histórica.
O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que a geração de empregos formais é decisiva para o desenvolvimento. “Não há país que cresça de forma sustentável sem emprego e renda para a maioria da população”, declarou em balanço oficial.
Estudos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) indicam que a recuperação da renda do trabalho, combinada com inflação mais baixa, produz efeitos proporcionais maiores entre famílias de baixa renda, onde pequenas variações de preços têm impacto imediato no orçamento.
Justiça tributária e mais dinheiro no bolso
Entre as medidas que entram em vigor em 2026, a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês é apontada pelo governo como um passo relevante na correção de distorções históricas do sistema tributário. A mudança foi sancionada no fim de 2025.
O ministro da Fazenda Fernando Haddad afirmou, em declarações divulgadas pela Agência Gov, que a correção da tabela do IR está diretamente ligada à agenda de justiça social.
“Quem vive do salário sempre pagou proporcionalmente mais. Corrigir isso é fundamental para reduzir desigualdades e fortalecer o crescimento”, afirmou o ministro.
Proteção social integrada às políticas econômicas
O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) destaca que a articulação entre trabalho, renda, justiça tributária e proteção social forma um eixo capaz de retirar milhões de brasileiros da pobreza. Em publicação oficial, a pasta afirma que a integração dessas políticas é essencial para que os ganhos econômicos se traduzam em melhora real das condições de vida.
Nesse conjunto, programas como o Gás do Povo entram em 2026 com previsão de atender mais de 15 milhões de famílias, garantindo acesso gratuito ao botijão de GLP. Ao sancionar a política, Lula afirmou que assegurar itens básicos é parte do compromisso do governo com a dignidade. “Não é aceitável que as pessoas tenham que escolher entre comer e cozinhar”, declarou.
Na educação, o Pé-de-Meia segue em expansão, oferecendo incentivo financeiro para estudantes do ensino médio permanecerem na escola. Já o Programa Universidade Para Todos (Prouni) inicia o ano com 594.519 bolsas no primeiro semestre, a maior oferta da história do programa, ampliando o acesso ao ensino superior para jovens de baixa renda.
Quem percebe primeiro a melhora
Dados do IBGE e do Ipea indicam que a combinação entre controle da inflação, redução do custo de alimentos, emprego formal e políticas de proteção social produz efeitos mais rápidos entre famílias de baixa e média renda, que concentram maior parte do orçamento em despesas essenciais. São esses grupos que mais percebem a melhora no dia a dia quando o preço da comida cai, o emprego aumenta e a renda líquida cresce.
Em diferentes pronunciamentos, o presidente Lula tem afirmado que combater a desigualdade não é apenas uma questão social, mas uma estratégia de desenvolvimento. Para o governo, um país mais justo é também um país com mercado interno mais forte, crescimento mais consistente e maior estabilidade econômica.
O reflexo desse conjunto de políticas já apareceu no fim de 2025. Dados do IBGE apontaram Natal com preços mais estáveis, sobretudo em alimentos e produtos de consumo popular. Pesquisas oficiais de confiança do consumidor indicaram melhora na percepção das famílias sobre emprego e renda, especialmente entre os estratos de menor rendimento.



