Ex-ministro e ex-deputado teve trajetória marcada pelo trânsito institucional e recebeu manifestações de pesar do presidente Lula, do Planalto, do Congresso e do Judiciário

Morre Raul Jungmann, aos 73 anos; autoridades políticas de diferentes correntes prestam homenagens
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Morreu no último domingo (18), em Brasília, aos 73 anos, o ex-ministro e ex-deputado federal Raul Jungmann. A notícia provocou ampla repercussão no meio político e institucional, com manifestações de pesar de autoridades de diferentes campos ideológicos, que destacaram sua atuação pública e sua presença em funções estratégicas do Estado brasileiro.

Ao longo de mais de cinco décadas de vida pública, Jungmann construiu uma trajetória que atravessou distintos ciclos políticos, mantendo interlocução com diferentes governos, partidos e instituições. Sua morte foi lamentada por representantes do Executivo, do Legislativo e do Judiciário, além de entidades da sociedade civil e do setor produtivo.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou nota oficial de pesar, na qual ressaltou o compromisso de Jungmann com a democracia e sua contribuição em áreas sensíveis da administração pública. O Palácio do Planalto também se manifestou, destacando a longa trajetória institucional do ex-ministro e seu papel em diferentes governos da República.

No Congresso Nacional, parlamentares de variadas legendas lembraram o perfil conciliador de Jungmann e sua capacidade de diálogo mesmo em contextos de forte polarização. Presidentes de Casas Legislativas, ex-colegas de Parlamento e líderes partidários ressaltaram o respeito que ele mantinha entre adversários políticos e sua atuação pautada pela institucionalidade.

Ministros do Supremo Tribunal Federal e integrantes do Judiciário também prestaram homenagens, destacando sua passagem por cargos ligados à defesa nacional, à segurança pública e à articulação entre os Poderes. As manifestações ressaltaram a postura técnica e o compromisso com a estabilidade institucional.

Trajetória no Parlamento, no Executivo e em instituições nacionais

Natural do Recife, Raul Jungmann iniciou sua vida pública como vereador e exerceu três mandatos como deputado federal por Pernambuco. No Executivo, integrou governos de diferentes orientações políticas.

Durante a gestão de Fernando Henrique Cardoso, comandou os ministérios da Política Fundiária e do Desenvolvimento Agrário. Já no governo Michel Temer, foi ministro da Defesa entre 2016 e 2018 e, posteriormente, assumiu o recém-criado Ministério da Segurança Pública.

Após deixar o governo federal, Jungmann presidiu o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), onde atuou na interlocução entre o setor produtivo, o poder público e a sociedade, com ênfase em segurança, sustentabilidade e regulação.

As homenagens registradas após sua morte ressaltaram justamente esse percurso marcado pelo trânsito institucional, pela atuação em diferentes frentes do Estado e pela disposição ao diálogo. Em um cenário político frequentemente atravessado por rupturas e radicalizações, Jungmann foi lembrado como uma figura associada à construção de pontes e à defesa do funcionamento regular das instituições.

Com informações do Planalto e da Agência Brasil