Indicadores de emprego, renda e pobreza apontam retomada do papel do Governo em 2025
Com recordes de emprego e renda, inflação sob controle, saída do Mapa da Fome e avanços na justiça tributária, o governo federal encerra 2025 com melhora consistente dos indicadores sociais e econômicos

Desde o início do terceiro mandato, em janeiro de 2023, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem reiterado que políticas públicas exigem tempo para produzir resultados. Recentemente, ao comentar o balanço da gestão em evento do SBT News, em São Paulo, voltou a usar a metáfora do plantio e da colheita para explicar o ritmo das ações.
Passados dois anos de reconstrução administrativa e institucional, os indicadores econômicos e sociais começaram a se consolidar ao longo de 2025.
Importante marcar que 2025 foi de continuidade do Golpismo e também o ano em que foi vencido nos tribunais. Um ano marcado por um cenário político ainda tensionado pelo julgamento da trama golpista da extrema direita e pela reconstrução das instituições democráticas após um longo período de instabilidade.
Em meio a um Congresso adverso e diante de um ambiente público polarizado, o governo federal fecha o ano, contra as apostas e apesar dos obstáculos, com um conjunto consistente de entregas que passam pela renda das famílias, pelo combate à fome, pela retomada do crescimento econômico e pela reconstrução de políticas públicas estruturantes.
Justiça tributária como escolha política
Uma das principais marcas do ano foi a sanção da lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais. A medida beneficia diretamente 10 milhões de trabalhadores e estabelece um desconto progressivo para rendimentos de até R$ 7.350, alcançando outros 5 milhões.
Somada à isenção já vigente para quem recebe até dois salários-mínimos, a política fiscal do governo Lula atinge 25 milhões de brasileiros entre 2023 e 2026.
A desoneração é financiada pela taxação de cerca de 140 mil contribuintes de alta renda, preservando o equilíbrio das contas públicas. Ao sancionar a lei, Lula destacou o critério adotado.
“Governar para quem pode tomar vinho ou uísque é fácil. O difícil é escolher para quem você quer governar. Mesmo eleito para governar para todos, é preciso escolher quem mais precisa do Estado”, afirmou.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ressaltou que a correção da tabela do Imposto de Renda era uma distorção histórica e que a medida combina justiça social com responsabilidade fiscal, com efeitos diretos sobre o consumo, o mercado interno e as economias locais.
Economia real: emprego, renda e inflação
Os dados econômicos consolidados em 2025 indicam melhora consistente nos principais indicadores. O país registra o menor desemprego da série histórica, crescimento contínuo do Produto Interno Bruto (PIB), aumento da massa salarial e inflação em trajetória de queda.
O boletim Focus do Banco Central aponta inflação de 4,36% em 2025, dentro do intervalo da meta, enquanto o PIB segue em expansão após ter crescido 3,4% em 2024. A renda média das famílias aumentou, impulsionada pela valorização do salário-mínimo, pela ampliação do emprego formal e pela retomada de investimentos públicos e privados.
Ao comentar os resultados, Lula destacou que os números refletem a vida cotidiana. “É o menor desemprego da história, a maior massa salarial e a inflação controlada. Isso é economia funcionando para quem vive do trabalho”, afirmou.
Brasil fora do Mapa da Fome e queda da pobreza
No campo social, 2025 marcou o reconhecimento internacional da saída do Brasil do Mapa da Fome, segundo a Organização das Nações Unidas. De acordo com o governo federal, 33 milhões de pessoas deixaram a situação de insegurança alimentar grave desde 2023.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) aponta que o país alcançou, em 2024, os melhores índices de renda, desigualdade e redução da pobreza dos últimos 30 anos. A extrema pobreza caiu para menos de 5% da população, enquanto a renda domiciliar per capita cresceu cerca de 70% no período analisado.
O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, afirmou que os resultados decorrem da articulação entre crescimento econômico, políticas de renda e combate à fome. “A renda dos mais pobres cresce mais rápido, e isso faz diferença estrutural”, disse.
Bolsa Família e mobilidade social
Dados recentes da Fundação Getúlio Vargas divulgados em 2025 reforçam o papel do Bolsa Família como política de transição e não de dependência. O estudo mostra que 71,25% dos jovens beneficiários que tinham entre 15 e 17 anos em 2014 conquistaram autonomia financeira até este ano.
Somente em 2025, cerca de 2 milhões de famílias deixaram de depender do programa, principalmente por aumento da renda domiciliar.
O Novo Bolsa Família, relançado em 2023, opera com mecanismos como a Regra de Proteção, que permite a manutenção parcial do benefício por até 12 meses após a inserção no mercado de trabalho formal.
“Quem entra no Bolsa Família só sai para cima”, resumiu Wellington Dias. “Se perde renda, retorna automaticamente.”
Políticas do cotidiano
Ao longo de 2025, o governo ampliou políticas com impacto direto na vida diária da população. O programa Gás do Povo iniciou sua primeira fase atendendo 1 milhão de famílias em dez capitais, com meta de alcançar mais de 15 milhões até 2026.
A nova regulamentação da Carteira Nacional de Habilitação reduziu custos em até 80% e eliminou a obrigatoriedade de aulas em autoescolas, ampliando o acesso ao documento. Já o programa Reforma Casa Brasil entrou em operação com R$ 40 bilhões em crédito para reformas residenciais, com juros reduzidos e prazos estendidos.
Saúde e ciência no centro
Na saúde, o governo consolidou o programa Agora Tem Especialistas, voltado à ampliação do acesso a consultas, exames e diagnósticos de média e alta complexidade, especialmente para a população mais vulnerável. Mutirões de vacinação e a retomada da política nacional de imunização marcaram o afastamento definitivo do negacionismo científico.
“O programa era uma obsessão minha”, afirmou Lula. “Garantir acesso à segunda e à terceira consulta, aos exames modernos, isso está acontecendo.”
Segurança pública e coordenação nacional
Em meio ao avanço do crime organizado, o governo encaminhou ao Congresso a Proposta de Emenda à Constituição da Segurança Pública, que fortalece o Sistema Único de Segurança Pública e amplia a coordenação entre União, estados e municípios.
A proposta reforça o papel da Polícia Federal no enfrentamento a organizações criminosas de atuação interestadual e internacional, preservando sua autonomia institucional. Para Lula, trata-se de uma resposta estrutural à violência, baseada em cooperação federativa.
O projeto segue aguardando aprovação no Senado Federal.
Meio ambiente e liderança climática
Entre agosto de 2024 e julho de 2025, o Brasil registrou redução histórica do desmatamento em Unidades de Conservação federais: queda de 31% na Amazônia e 45% no Cerrado. O governo atribui os resultados ao fortalecimento do ICMBio, à retomada da política ambiental e ao papel dos povos originários.
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, destacou que a preservação das áreas protegidas é central para a estabilidade climática e a regulação das chuvas. A preparação da COP30, em Belém, consolidou o Brasil como protagonista no debate ambiental internacional.
Cultura como política de Estado
Em 2025, o governo federal avançou na consolidação da cultura como política pública permanente, combinando planejamento de longo prazo com fomento direto e mecanismos estruturantes. O presidente Lula enviou ao Congresso o Plano Nacional de Cultura 2025–2035, que define diretrizes para fomento, patrimônio, formação, diversidade e economia criativa.
No campo do investimento direto, a execução da Lei Paulo Gustavo alcançou patamar elevado. Segundo dados do Ministério da Cultura, estados, Distrito Federal e municípios executaram cerca de R$ 3,9 bilhões, o equivalente a 95% dos recursos repassados, fortalecendo a produção cultural em todo o país.
No audiovisual, o Fundo Setorial do Audiovisual voltou a operar plenamente como principal instrumento de financiamento estruturante. O Plano Anual de Investimentos do FSA para 2025 direcionou R$ 911 milhões para cinema, televisão, vídeo sob demanda e infraestrutura do setor. Em 2024, o fundo já havia investido cerca de R$ 600 milhões em mais de 260 produções, e novos editais ampliaram o alcance regional do financiamento.
A Política Nacional Aldir Blanc entrou em seu segundo ciclo, garantindo previsibilidade ao fomento cultural federativo. Uma atualização legal assegurou repasses globais de até R$ 15 bilhões ao longo de sua vigência, reforçando a cultura como política de Estado.
Ao defender o plano, Lula afirmou que o objetivo é impedir retrocessos. “É preciso garantir que nenhum presidente no futuro possa proibir a cultura no Brasil”, disse.
Brasil no mundo
No cenário internacional, o governo destacou a defesa do multilateralismo no G20 e na COP30. O Brasil celebrou a retirada de tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos nacionais e confirmou a assinatura do acordo Mercosul–União Europeia.
Ao longo de 2025, Lula manteve agenda intensa de viagens e encontros bilaterais e multilaterais, com novas missões previstas para 2026, reforçando o papel do país como interlocutor político e econômico.
Ao final de 2025, o governo encerra o ano com indicadores sociais em melhora, crescimento econômico sustentado e instituições em funcionamento. O cenário segue desafiador, mas os dados mostram que o Estado voltou a operar com foco na maioria da população.
Balanço de olho em 2026
O balanço de 2025 indica que o processo de reconstrução iniciado em 2023 ainda está em curso, mas já opera em um novo patamar. As instituições voltaram a funcionar dentro das regras democráticas, a política pública recuperou capacidade de coordenação e o Estado retomou instrumentos que haviam sido desmontados.
Em um ambiente de forte tensão política, com o julgamento da tentativa de golpe e disputas permanentes no Congresso, a democracia foi testada ao longo do ano, mas permaneceu preservada.
Ao avaliar o momento do governo, Lula afirmou que o país começa a atravessar uma transição clara entre duas fases distintas da gestão. “Passamos dois anos reconstruindo esse país. Depois, passamos um tempo plantando. O ano que vem será o ano da verdade, quando a gente vai mostrar ao povo brasileiro o que aconteceu no nosso governo, comparando com outros momentos da história”, disse o presidente, ao projetar 2026 como o período de consolidação dos resultados.
Os dados econômicos, sociais e institucionais reunidos ao longo de 2025 indicam que essa transição já começou. Entre limites ainda presentes e entregas efetivas, o balanço do ano aponta que o Estado voltou a operar com foco na maioria da população brasileira.
com informações da Agência Gov e Agência Brasil



