{"id":131364,"date":"2024-09-10T15:02:58","date_gmt":"2024-09-10T18:02:58","guid":{"rendered":"https:\/\/fpabramo.org.br\/o-neourbanismo-de-porto-alegre\/"},"modified":"2026-03-14T21:07:08","modified_gmt":"2026-03-15T00:07:08","slug":"o-neourbanismo-de-porto-alegre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fpabramo.org.br\/es\/o-neourbanismo-de-porto-alegre\/","title":{"rendered":"O neourbanismo de Porto Alegre"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Luiz Marques*<\/strong><\/p>\n\n\n<p>Parafraseando Roland Barthes, o neoliberalismo acelera a espiral de \u201cdecomposi\u00e7\u00e3o\u201d das estruturas convencionais. Representa\u00e7\u00f5es institucionais desmancham no ar. Imagens sofrem uma estrondosa eros\u00e3o. N\u00e3o que autoridades oficiais e empreendimentos imobili\u00e1rios com vistas \u00e0 moderniza\u00e7\u00e3o estejam cientes do significado de suas interven\u00e7\u00f5es. A pr\u00f3pria din\u00e2mica do capitalismo gera uma desfigura\u00e7\u00e3o da paisagem para potencializar a acumula\u00e7\u00e3o, \u00e0s expensas da sociabilidade. O neourbanismo atropela os planos diretores. Manda quem pode, obedece quem transige ou se corrompe.<\/p>\n\n\n<p>Condenadas \u00e0 privatiza\u00e7\u00e3o de sua exist\u00eancia, as pessoas mergulham no apoliticismo e fazem pouco caso das narrativas ideol\u00f3gicas que disputam a opini\u00e3o p\u00fablica. O terreno ent\u00e3o torna-se f\u00e9rtil para a prega\u00e7\u00e3o antipol\u00edtica e a cosmovis\u00e3o do hiperindividualismo, que reitera o fatalismo de Margaret Thatcher: \u201c<em>There is no alternative<\/em>\u201d. O esboroamento dos valores b\u00e1sicos do Ocidente (a liberdade, a igualdade, a fraternidade) \u00e9 a contrapartida cobrada pela economia de destrui\u00e7\u00e3o. O interesse geral cede aos interesses particulares. O grande capital est\u00e1 em contradi\u00e7\u00e3o com o esp\u00edrito republicano.<\/p>\n\n\n<p>Compreende-se que os trabalhadores superexplorados em plataformas de aplicativos (<em>Uber<\/em>, <em>iFood<\/em>) desenvolvam a percep\u00e7\u00e3o da \u201cguerra de todos contra todos\u201d, em que sobrevive o <em>self-made man. <\/em>O homem que se faz sozinho sem aux\u00edlio governamental ecoa as condi\u00e7\u00f5es materiais dos precarizados na informalidade. A aus\u00eancia de experi\u00eancia sindical e de participa\u00e7\u00e3o em movimentos pol\u00edticos impede a eleva\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia para apontar os respons\u00e1veis pela necropol\u00edtica. A extrema direita instrumentaliza a aliena\u00e7\u00e3o para ocultar os autores do drama e demonizar as for\u00e7as progressistas.<\/p>\n\n\n<p>A escassez de oportunidades volta-se a favor dos que se jactam \u201cvencedores\u201d gra\u00e7as a um denodo individual. A Teologia da Prosperidade dos evang\u00e9licos carism\u00e1ticos na periferia enaltece a falsa meritocracia. As castas que parasitam o aparelho de Estado com prebendas ileg\u00edtimas e imorais d\u00e3o cr\u00e9dito \u00e0 pantomima. Com o que endossam o \u00e1libi de que as \u201celites\u201d necessitam para justificar o <em>status quo<\/em>. Para os \u201cperdedores\u201d sobra a exclus\u00e3o do direito a ter direitos, por n\u00e3o merec\u00ea-los. A impress\u00e3o \u00e9 de que a quadratura do c\u00edrculo \u00e9 equacionada por interm\u00e9dio da \u201ctirania do m\u00e9rito\u201d, na express\u00e3o de Michael J. Sandel. O cinismo e a hipocrisia s\u00e3o inerentes \u00e0 dial\u00e9tica da domina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n<p>Sem o rebaixamento da autoestima do povo, despojado da identidade de uma cidadania ativa, a desobedi\u00eancia civil confrontaria a submiss\u00e3o. Os conservadores n\u00e3o se interrogam sobre os fatores que configuram a apatia. Interrogando, chegariam \u00e0 conclus\u00e3o que o desinteresse pelas ideologias abstratas e a pol\u00edtica \u00e9 deliberado pelos podres poderes, com t\u00e9cnicas da semi\u00f3tica para reformatar os desejos e as mentes, agora com a ajuda dos algoritmos da intelig\u00eancia artificial das <em>Big Techs.<\/em><\/p>\n\n\n<p>A invas\u00e3o da privacidade dos internautas \u00e9 disfar\u00e7ada por uma imagin\u00e1ria presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os. Assim, evoluem os tent\u00e1culos p\u00f3s-industriais estudados por Byung-Chul Han no ensaio <em>Infocracia: Digitaliza\u00e7\u00e3o e crise da democracia<\/em>. A fim de conter seu avan\u00e7o, \u00e9 preciso a \u201ccoragem da verdade\u201d (<em>parrhesia<\/em>) para que a liberdade de express\u00e3o implique o compromisso de falar o que realmente se assume como verdadeiro (<em>isegoria<\/em>), sendo proibido divulgar <em>fake news<\/em> para enganar a audi\u00eancia.<\/p>\n\n\n<p>Nem mesmo o poder indireto dos eleitores sobre os representantes se mant\u00e9m de p\u00e9, na atualidade. A racionalidade do voto inexiste, dada a interfer\u00eancia da riqueza e da m\u00eddia corporativa no curso das elei\u00e7\u00f5es para ampliar o campo pol\u00edtico dominante. O sentido do voto para escolher e vigiar os mandat\u00e1rios \u00e9 uma ilus\u00e3o. O des\u00edgnio das massas \u00e9 fraudado, antes, pela propaganda cotidiana em benef\u00edcio das finan\u00e7as; durante, pela desigualdade de receitas para promover as candidaturas; e depois, pela <em>d\u00e9marche<\/em> da atividade legislativa e\/ou executiva resguardada no segredo. As emendas secretas no Congresso Nacional s\u00e3o decorr\u00eancia do arcabou\u00e7o pol\u00edtico, ao rev\u00e9s de uma distor\u00e7\u00e3o sist\u00eamica. As autoridades ungidas nas urnas det\u00eam o monop\u00f3lio da delibera\u00e7\u00e3o ap\u00f3s cada pleito.<\/p>\n\n\n<p><strong>A quest\u00e3o leniniana<\/strong><\/p>\n\n\n<p>O sistema tem suas pr\u00f3prias leis, qual uma m\u00e1quina aut\u00f4noma que n\u00e3o cessa de tomar decis\u00f5es. A cren\u00e7a em uma estabilidade, pela suspens\u00e3o do intervencionismo estatal, remete a uma demoli\u00e7\u00e3o dos paradigmas que formam o consenso civilizat\u00f3rio. A ascens\u00e3o da hegemonia neoliberal e seu correlato na economia, o <em>laissez-faire<\/em>, conduzem \u00e0 naturaliza\u00e7\u00e3o do \u201cfascismo urbano\u201d. Os pr\u00e9dios verticais provocam as ru\u00ednas que testemunham a fantasia do futuro. Resta aos indiv\u00edduos achar uma satisfa\u00e7\u00e3o nos grupos prim\u00e1rios, onde sublimam a vida privada com o afeto dos familiares e das amizades, para contrabalan\u00e7ar as baixas taxas de sindicaliza\u00e7\u00e3o e engajamento pol\u00edtico-partid\u00e1rio.<\/p>\n\n\n<p>No Rio Grande do Sul, o governador Eduardo Leite tem o apoio do PSDB, MDB, PDT, PP, PSB, PSD, PTB, Podemos e Uni\u00e3o Brasil. Privatista, aproveita as ocasi\u00f5es para repassar o patrim\u00f4nio p\u00fablico, conforme o l\u00e9xico da cobi\u00e7a imobili\u00e1ria. Exemplo: a venda para a construtora <em>Melnick<\/em> do Gin\u00e1sio da Brigada Militar e da Escola do Corpo de Bombeiros numa bela esquina de Porto Alegre.<\/p>\n\n\n<p>O complexo abrange as avenidas Ipiranga, Silva S\u00f3 e a rua Felipe de Oliveira. A previs\u00e3o \u00e9 de um condom\u00ednio-clube de luxo, com infraestrutura de lazer, academia, opera\u00e7\u00e3o residencial-hoteleira, <em>shopping center<\/em> e <em>rooftop lounge &#8211;<\/em> um sal\u00e3o no terra\u00e7o com vista panor\u00e2mica de 360\u00b0. O impacto socioambiental transcende os c\u00e1lculos da empresa, que desembolsou uma pechincha por um enorme latif\u00fandio em uma \u00e1rea citadina nobre, de grande movimenta\u00e7\u00e3o. Neg\u00f3cio \u00f3timo para investidores.<\/p>\n\n\n<p>O prefeito Sebasti\u00e3o Melo soma MDB, PL, PP, PSD, PRD, Republicanos, Podemos, Solidariedade. Negacionista, negligenciou diques, casas de bombas e as comportas do Muro da Mau\u00e1 de prote\u00e7\u00e3o contra as enchentes; e como era de esperar se ajoelhou para o neo urbanismo da <em>Melnick<\/em>. Autorizou que erguesse uma imponente torre de mau gosto na rua Duque de Caxias, que sombrearia o Museu J\u00falio de Castilhos, a Catedral Metropolitana, o Pal\u00e1cio Piratini e uma parcela da Pra\u00e7a da Matriz.<\/p>\n\n\n<p>H\u00e1 um simbolismo na configura\u00e7\u00e3o que, na via que homenageia o Patrono do Ex\u00e9rcito, implanta a sanha da megaconstrutora acima de: (i) a casa onde morou o fundador da moderna administra\u00e7\u00e3o do estado ga\u00facho; (ii) o templo cat\u00f3lico da unidade federativa; (iii) a sede cerebral do governo estadual e; (iv) o logradouro no centro geod\u00e9sico do Executivo, Legislativo e Judici\u00e1rio. A soberba financista pisoteia sobre espa\u00e7os ic\u00f4nicos da hist\u00f3ria, da religi\u00e3o, da pol\u00edtica e da Rep\u00fablica. Nada \u00e9 sagrado.<\/p>\n\n\n<p>Aqueles que no \u00faltimo quadri\u00eanio retomaram a tradi\u00e7\u00e3o positivista na acep\u00e7\u00e3o de \u201cadministradores de coisas\u201d, em vez de pessoas, por extens\u00e3o desumanizam o conceito de progresso ao conferir-lhe um car\u00e1ter apenas mercadol\u00f3gico, voltado aos cifr\u00f5es em vez de ao bem-estar dos moradores. Em Londres, h\u00e1 cinquenta anos 60% das moradias tinham valor de uso social; hoje menos de 20%. A financeiriza\u00e7\u00e3o imp\u00f5e a ditadura do valor de troca. As habita\u00e7\u00f5es entram na roda especulativa. Em uma prova de resili\u00eancia, Barcelona acaba de cancelar 10 mil licen\u00e7as para o modelo de aluguel de curta dura\u00e7\u00e3o, chamado <em>Airbnb<\/em>, que inflacionou o custo dos alugu\u00e9is para os habitantes nativos.<\/p>\n\n\n<p>\u201cAs cidades j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o planejadas para morar, sen\u00e3o especular e lucrar\u201d, assinala David Harvey, no <em>podcast<\/em> transformado no livro <em>Cr\u00f4nicas anticapitalistas<\/em>: <em>Um guia para a luta de classes no s\u00e9culo XXI<\/em>. O objetivo estrat\u00e9gico \u00e9 o controle p\u00fablico \u201ctanto da produ\u00e7\u00e3o quanto da distribui\u00e7\u00e3o dos excedentes\u201d. Os intelectuais org\u00e2nicos, que amplificam a voz dos subalternos, t\u00eam muito a auxiliar para que a sociedade organizada responda a quest\u00e3o leniniana sobre \u201co que fazer?\u201d A resposta n\u00e3o est\u00e1 no livre mercado que \u00e9 a causa do caos e da gentrifica\u00e7\u00e3o. Est\u00e1 no empoderamento popular.<\/p>\n\n\n<p>\u201cQuero governar com voc\u00ea\u201d, faz de conta o alcaide bolsonarista na captura da reelei\u00e7\u00e3o no ber\u00e7o do F\u00f3rum Social Mundial. Mas \u00e9 demagogia o que oferece. Se governasse com o povo devolveria ao Or\u00e7amento Participativo a compet\u00eancia sobre a aplica\u00e7\u00e3o dos recursos municipais, e se afastaria dos abutres que devoram a carca\u00e7a porto-alegrense. Se gostasse de trabalhar n\u00e3o privatizaria a premiada Companhia Carris e parte do Parque Harmonia. Se acatasse o conhecimento e a ci\u00eancia denunciaria o negacionismo pand\u00eamico e clim\u00e1tico. Se fosse democrata recusaria a m\u00e3o aos fascistas. \u2013 Fora!<\/p>\n\n\n<p><strong>* Docente de Ci\u00eancia Pol\u00edtica na UFRGS, ex-Secret\u00e1rio de Estado da Cultura no Rio Grande do Sul.<\/strong><br><br><em>Este \u00e9 um artigo autoral. A opini\u00e3o contida no texto \u00e9 de seu autor e\u00a0n\u00e3o representa necessariamente\u00a0o posicionamento da Funda\u00e7\u00e3o Perseu Abramo.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Luiz Marques* Parafraseando Roland Barthes, o neoliberalismo acelera a espiral de \u201cdecomposi\u00e7\u00e3o\u201d das estruturas convencionais. Representa\u00e7\u00f5es institucionais desmancham no ar. Imagens sofrem uma estrondosa eros\u00e3o. N\u00e3o que autoridades oficiais e empreendimentos imobili\u00e1rios com vistas \u00e0 moderniza\u00e7\u00e3o estejam cientes do significado de suas interven\u00e7\u00f5es. 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A capa, em tons de azul e roxo com padr\u00f5es de linhas verdes que remetem a circuitos ou fluxogramas, comunica uma an\u00e1lise tecnol\u00f3gica e cr\u00edtica sobre o fen\u00f4meno da uberiza\u00e7\u00e3o e suas consequ\u00eancias no mundo do trabalho. O sentimento predominante \u00e9 de urg\u00eancia e preocupa\u00e7\u00e3o com a precariza\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es trabalhistas na era digital. O p\u00fablico-alvo prov\u00e1vel inclui acad\u00eamicos, estudantes, pesquisadores, ativistas sociais, trabalhadores afetados pela economia de plataforma, formuladores de pol\u00edticas p\u00fablicas e qualquer pessoa interessada nas transforma\u00e7\u00f5es socioecon\u00f4micas do trabalho contempor\u00e2neo.\n*Descri\u00e7\u00e3o SEO*: Capa do livro \"Uberiza\u00e7\u00e3o: A Nova Onda do Trabalho Precarizado\" de Tom Slee. Explore a an\u00e1lise cr\u00edtica da gig economy, a precariza\u00e7\u00e3o do trabalho e o impacto das plataformas digitais. Essencial para entender as mudan\u00e7as no mercado de trabalho e o futuro das rela\u00e7\u00f5es de emprego.\n*Texto na Imagem*: TOM SLEE UBERIZA\u00c7\u00c3O A NOVA ONDA DO TRABALHO PRECARIZADO\n*Elementos Visuais*: Cores predominantes: Azul, Roxo, Verde, Cinza Escuro, Branco. Pessoas: Nenhuma. Objetos: Livro (em perspectiva 3D). S\u00edmbolos: Padr\u00f5es de linhas interconectadas\/circuitos (na capa e fundo), ponto branco (na capa).\n*Keywords*: Uberiza\u00e7\u00e3o, trabalho precarizado, gig economy, Tom Slee, economia de plataforma, mercado de trabalho, precariza\u00e7\u00e3o, tecnologia, futuro do trabalho, impacto social, an\u00e1lise cr\u00edtica, plataformas digitais, rela\u00e7\u00f5es de trabalho, sociologia, economia.\n*Hashtags*: #Uberizacao #TrabalhoPrecarizado #GigEconomy #TomSlee #EconomiaDePlataforma #FuturoDoTrabalho #TrabalhoDigital #MercadoDeTrabalho #AnaliseCritica #FundacaoPerseuAbramo","ai_analise_outros_anexos":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fpabramo.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/131364","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fpabramo.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fpabramo.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fpabramo.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/users\/43"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fpabramo.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=131364"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/fpabramo.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/131364\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fpabramo.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media\/131365"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fpabramo.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=131364"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fpabramo.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=131364"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fpabramo.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=131364"},{"taxonomy":"area","embeddable":true,"href":"https:\/\/fpabramo.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/area?post=131364"},{"taxonomy":"coluna","embeddable":true,"href":"https:\/\/fpabramo.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/coluna?post=131364"},{"taxonomy":"edicao","embeddable":true,"href":"https:\/\/fpabramo.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/edicao?post=131364"},{"taxonomy":"localidade","embeddable":true,"href":"https:\/\/fpabramo.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/localidade?post=131364"},{"taxonomy":"marcador_especial","embeddable":true,"href":"https:\/\/fpabramo.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/marcador_especial?post=131364"},{"taxonomy":"projeto","embeddable":true,"href":"https:\/\/fpabramo.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/projeto?post=131364"},{"taxonomy":"tema","embeddable":true,"href":"https:\/\/fpabramo.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/tema?post=131364"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/fpabramo.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/coauthors?post=131364"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}