{"id":135357,"date":"2022-12-06T14:31:07","date_gmt":"2022-12-06T17:31:07","guid":{"rendered":"https:\/\/fpabramo.org.br\/livro\/violencia-no-brasil-desafio-das-periferias\/"},"modified":"2026-04-14T19:23:10","modified_gmt":"2026-04-14T22:23:10","slug":"violencia-no-brasil-desafio-das-periferias","status":"publish","type":"livro","link":"https:\/\/fpabramo.org.br\/es\/livro\/violencia-no-brasil-desafio-das-periferias\/","title":{"rendered":"Viol\u00eancia no Brasil \u2013 desafio das periferias"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Apresenta\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n<p class=\"p1\">\u00c9 com imensa satisfa\u00e7\u00e3o que apresentamos ao p\u00fablico o livro Viol\u00eancia no Brasil: desafio das periferias. Acreditamos ser um marco no debate atual sobre o tema. O livro re\u00fane temas, bem como autores e autoras incontorn\u00e1veis para compreender o momento em que o pa\u00eds vive, associando leituras estruturantes \u00e0s preocupa\u00e7\u00f5es com as agendas emancipat\u00f3rias contempor\u00e2neas.<\/p>\n\n\n<p class=\"p1\">Sempre foi este o prop\u00f3sito da Funda\u00e7\u00e3o Perseu Abramo (FPA) que, desde 2017, organiza o Projeto Reconex\u00e3o Periferias. Organizado em tr\u00eas \u00e1reas tem\u00e1ticas: Cultura, Trabalho e Viol\u00eancia, o projeto tem mantido uma agenda de pesquisas, articula\u00e7\u00e3o e publica\u00e7\u00f5es. Todas estas \u00e1reas est\u00e3o conectadas entre si, com as pesquisas produzindo publica\u00e7\u00f5es; as pessoas mobilizadas pela nossa rede de articula\u00e7\u00e3o, sendo part\u00edcipes das pesquisas e publica\u00e7\u00f5es. Por outro lado, estamos sempre ampliando nossas parcerias, com pessoas e novas institui\u00e7\u00f5es, organiza\u00e7\u00f5es e indiv\u00edduos, e tudo isso se reflete nesta obra.<\/p>\n\n\n<p class=\"p1\">Desde a cria\u00e7\u00e3o do Projeto, estivemos dedicados a nos organizar, estudar e incidir sobre quest\u00f5es disruptivas no interior do campo democr\u00e1tico, enfrentando temas caros aos movimentos sociais e \u00e0s periferias organizadas, mas que nem sempre encontram espa\u00e7os de debate no interior do campo da esquerda, do campo democr\u00e1tico popular ou, como se diz hoje em dia, do campo progressista. \u00c9 assim com as quest\u00f5es ligadas \u00e0 viol\u00eancia, justi\u00e7a, institui\u00e7\u00f5es de repress\u00e3o, crime, direitos humanos e seguran\u00e7a p\u00fablica. A escolha pela abordagem politizada destas quest\u00f5es \u00e9 uma aposta no di\u00e1logo com os atores pol\u00edticos deste campo pol\u00edtico ideol\u00f3gico, no intento de ampliar e sofisticar suas proposi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, conectando-as com princ\u00edpios e anseios populares e democr\u00e1ticos.<\/p>\n\n\n<p class=\"p1\">A leitura deste livro encontrar\u00e1 temas inovadores do ponto de vista da produ\u00e7\u00e3o acad\u00eamica, mas muito antigos enquanto problemas sociais. Isso n\u00e3o significa que as reflex\u00f5es est\u00e3o mais incompletas do que os temas que possuem tradi\u00e7\u00e3o na agenda de pesquisa brasileira. Se a estrutura racial do pa\u00eds sempre produziu viol\u00eancia em variadas formas de express\u00e3o, apenas recentemente \u00e9 que a viol\u00eancia foi amplamente publicizada e politizada como um problema racial. A despeito dos esfor\u00e7os dos movimentos negros organizarem uma agenda constante de rea\u00e7\u00e3o \u00e0 viol\u00eancia, especialmente a policial, estes esfor\u00e7os nem sempre conquistaram aliados n\u00e3o negros.<\/p>\n\n\n<p class=\"p1\">Ap\u00f3s assassinatos que se tornaram emblem\u00e1ticos, como o de Marielle Franco, no Rio de Janeiro, e de George Floyd, em Minneapolis (EUA), com a consequente rea\u00e7\u00e3o internacional dos movimentos negros e a vocaliza\u00e7\u00e3o de intelectuais negros \u00e9 que a viol\u00eancia passou a ser debatida amplamente no Brasil como um resultado produzido pelo racismo na sociedade brasileira. O significado amplo disso \u00e9 que os demais temas ligados \u00e0 agenda de debate raciais, tais como preconceito, discrimina\u00e7\u00e3o, classe, desigualdade, colonialismo, segrega\u00e7\u00e3o, entre outros, devem estar conectados com a compreens\u00e3o da viol\u00eancia.<\/p>\n\n\n<p class=\"p1\">\u00c9 assim que a no\u00e7\u00e3o de periferia emerge com uma potente s\u00edntese de contradi\u00e7\u00f5es experienciadas no Brasil. Entendida como a possibilidade de representa\u00e7\u00e3o plural, e n\u00e3o apenas grandes conglomerados urbanos, a ideia de periferia pode expressar um espa\u00e7o social de exclus\u00e3o, territorializado ou n\u00e3o, mas tamb\u00e9m de pot\u00eancia. E \u00e9 justamente neste sentido de pot\u00eancia que o presente livro se apresenta, trazendo autores deste universo perif\u00e9rico para pensar, questionar e propor novos caminhos para a supera\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia no Brasil. Boa leitura!<\/p>\n\n\n<p class=\"p1\"><em>Paulo C\u00e9sar Ramos<\/em><br><em>Artur Henrique dos Santos<\/em><\/p>\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apresenta\u00e7\u00e3o \u00c9 com imensa satisfa\u00e7\u00e3o que apresentamos ao p\u00fablico o livro Viol\u00eancia no Brasil: desafio das periferias. Acreditamos ser um marco no debate atual sobre o tema. 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