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Durante as atividades do aniversário de 46 anos do Partido dos Trabalhadores aconteceu a mesa “Comunicação, Democracia e Soberania”, coordenada pela secretária nacional adjunta de Comunicação do PT, Camila Moreno. Os expositores foram Paulo Okamotto, diretor do Instituto Lula, Otávio Antunes, especialista em marketing político, Tiágo César, secretário executivo da Secom do governo federal e Éden Valadares, Secretário Nacional de Comunicação do PT. 

Éden Valadares fez uma leitura crítica da realidade e apontou o quanto as mudanças tecnológicas estão transformando as vidas das pessoas. E ele fez um alerta muito importante tomando como exemplo o que aconteceu nos processos eleitorais de países como Malásia, Nepal e Peru, onde a extrema direita venceu as eleições através da disseminação de informações falsas na internet com a utilização de milhares de perfis falsos em redes sociais. “O que eles fazem nesses países é um ensaio do que eles podem fazer aqui. Nós estamos denunciando desde já. Lembra de quando tiraram o presidente Lula do campo de busca da Meta no momento em que ocorria uma votação importante? Vão tentar desestabilizar o nosso processo eleitoral. Precisamos monitorar as ameaças constantemente”, destacou o secretário nacional.

Por fim, o secretário afirmou que lutar pela regulação das redes é fundamental para a garantia da soberania digital que, por sua vez, é de suma importância para garantir soberania nacional em um mundo que está cada vez mais dominado por mega conglomerados midiáticos e tecnológicos, as chamadas “big techs”. Valadares admitiu que o PT está atrasado na corrida da comunicação digital, mas afirmou que o partido está atento e investindo na sua atuação voltada para a tecnologia. Éden destacou novas ferramentas do partido como um aplicativo para smartphones, uma estrutura em redes como WhatsApp e Telegram e ainda uma ação para crescer organicamente nas redes sociais. 

Otávio Antunes, especialista em marketing político, iniciou sua fala lembrando que a comunicação dá vazão ao que pensa a política e argumentou que esse sentido precisa ser sempre considerado na hora de agir. Antunes apresentou uma análise sobre a conjuntura eleitoral brasileira e disse que são muitos os desafios do processo eleitoral que se aproxima e que 2026 não será semelhante ao que foi 2022, quando a eleição foi um plebiscito sobre o mandato de Jair Bolsonaro. Agora, o Partido dos Trabalhadores precisará defender o seu legado à frente do Planalto, toda a reconstrução das políticas públicas. Para o especialista em comunicação política, o PT precisa aprender a organizar as disputas que precisam ser travadas pela sociedade contra o discurso retrógrado. 

O secretário-executivo da Secretaria de Comunicação do governo federal, Tiago César dos Santos falou à plateia petista sobre como o governo federal se reposicionou politicamente ao lançar o slogan “do lado do povo brasileiro”. Após a mudança, fizeram o diagnóstico de que as políticas públicas realizadas pelo governo não eram do conhecimento da maior parte da população. Desde então, o trabalho vem se concentrando exatamente nisso, fazer com que o população saiba o que o governo está fazendo. Ao final de sua apresentação, ele exibiu o vídeo da campanha lançada pelo Planalto do Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio e afirmou que essa é uma das pautas mais importantes para esse ano, além da demarcação do combate aos privilégios e da importância dos direitos. 

Paulo Okamotto, diretor do Instituto Lula, falou sobre o projeto “Pode Espalhar”. De início, lembrou sobre a importância de conseguir convencer as pessoas, que esse é o principal objetivo da comunicação na política e o Pode Espalhar foi criado exatamente para isso. “Precisamos de uma rede forte, com estratégia, para poder defender a democracia e o Lula”. Okamotto explicou que estão em contato com lideranças, dirigentes e parlamentares do Partido dos Trabalhadores para fazer com que todos entrem nessa rede e que a estratégia é definida pelo secretário Nacional de Comunicação do PT, Éden Valadares. “Para o PT, o Pode Espalhar é mais do que um instrumento de comunicação. É também um instrumento de organização”, afirmou o dirigente do IL. Ele ainda disse que o projeto produz muito conteúdo de caráter nacional todos os dias e que isso pode ajudar nas campanhas de diversos candidatos do partido.